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“Fast forward” substitui “zapping” na TV

No final do mês passado, a Nielsen divulgou um estudo onde revela que, neste momento, quase um terço dos lares norte americanos possui DVR – Digital Video Recorder (gravadores digitais de vídeo). Não há dados disponíveis sobre o mercado português, mas não é difícil de adivinhar que ainda estamos longe de chegar a um terço dos lares, como nos EUA.

Ainda assim, é perceptível, o aumento dos alugueres das ZON BOXMEO BOX ou TV BOX do Clix e o aumento de vendas de computadores com Windows Media Center/Vista nos últimos meses.

A cada vez maior utilização destes equipamentos, leva-nos a reflectir sobre os hábitos de consumo de conteúdos de TV em formato broadcast e, consequentemente, no modelo de publicidade em TV.
Uma das conclusões do estudo da Nielsen, é que os DVRs aumentaram o consumo de conteúdos TV/Vídeo pela conveniência de poder decidir o que ver e quando.

Com isso, há dois impactos imediatos:
- O fim do prime time (não preciso de estar junto à TV no momento em que está a ser difundido o programa).

- Os blocos publicitários passam a ser vistos em fast forward.

Os equipamentos vão continuar a evoluir e vale a pena perceber as funcionalidades, por exemplo do TIVO e AppleTV, para concluir que a convergência de Meios é já uma realidade.

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Publicidade On Line – 14 Anos

Há quatorze anos que surgiu a primeira campanha on line. Corria o ano de 1994, e a 27 de Outubro a Hotwired (actual Wired.com ) – colocava on line a primeira campanha de publicidade. O, também, primeiro anunciante on line foi a operadora de telecomunicações americana AT&T, com uma campanha de doze semanas.

O banner “tradicional” 468×60, foi criado pela agência interactiva Modem Media (que hoje pertence à Publicis) num contrato que valeu à HotWired 33 mil dólares.

No ano seguinte o Yahoo! muda o design do portal para passar a ter publicidade.

Os primeiros anunciantes on line, eram sobretudo empresas de telecomunicações e tecnologia. Os motivos eram óbvios:
Os primeiros utilizadores eram os “geeks” tecnológicos, o que fazia dos sites on line uma excelente forma de comunicar com os seus consumidores “alvo”. Este foi também um dos motivos pelo qual os projectos editoriais tecnológicos, como Cnet e ZDNet, tomassem a dianteira nas audiências e na definição dos novos standards de publicidade.

Assim que as resoluções de ecran aumentaram a Cnet definiu novas dimensões que se tornaram standards “Leaderboard”, “Skyscrapper” e o popular “Mrec”.

Não só as dimensões mudaram, como também as tecnologias que permitem criatividades cada vez mais ricas e que, associadas com as possibilidades de optimização das ferramentas de gestão de publicidade on line, permitem “filtros” que garantem uma eficácia que nenhum dos meios tradicionais consegue.

Para além de segmentar por região, dias, horas, frequência, tipo de conteúdo, permite que sejam criados segmentos de comportamento – “behavioral targeting” – em função dos conteúdos que o utilizador consulta.

Hoje, estamos perante uma nova mudança, que fará surgir novos formatos, e novos indicadores de medição para as novas plataformas web. O video e a interactividade que a net permite fazem deste um dos formatos com maior potencial, e que estão também a ser estimulados pelos sites com conteúdos video, como o YouTube e os Podcasts em Video, onde a publicidade em video é sem dúvida a mais eficaz.

A publicidade nos site optimizados para os telemóveis vai ser uma das áreas com maior crescimento nos próximos anos, estimulada por maior largura de banda móvel e pelas novas funcionalidades e potencialidades dos telemóveis (como o iPhone, por exemplo).

E a publicidade nos jogos, é eventualmente a mais inovadora pela possibilidade de se poder numa campanha cruzar múltiplos formatos (banners, videos e “In-Game advertising”), associado ao cada vez maior número de utilizadores de jogos e às potencialidades que esta permite, criando cenários que simulam realidades, como por exemplo, estádios de futebol , que são por si só uma garantia de que uma boa fatia dos investimentos será direccionado para esta área.

Assim, as agências criativas e de meios vão aumentar o leque de opções on line para os seus clientes, e os negócios on line vão continuar a crescer a um bom ritmo.

Video exemplo de In-Game Advertising no jogo on line PowerSoccer.

 

Nota: Artigo publicado no jornal Meios & Publicidade de 05/09/2008


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