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O “MySpace” vai falhar porque:

A luta titânica entre as maiores empresas (e aquelas que já foram maiores) pela sobrevivência e liderança no mundo das redes sociais está longe de terminar.

Amanhã/hoje, 22 de Setembro de 2011, é a vez do Facebook revelar grandiosas (é sempre assim que todas elas o promovem) novidades no seu evento “f8”. Lembro-me, há 2 anos atrás, pela parceria firmada com a empresa de Zuckerberg,  quando em primeira mão soubemos e vimos a preparação do famoso “LIKE!”, bem como as novidades para as páginas públicas (na altura fan-pages). Percebia-se que poderia ser algo que funcionaria… ou não. Mas funcionou. E como! No entanto, um ano depois, o já tão badalado “Places” continua a definhar e ao que parece será mesmo descontinuado. Mas isto é mesmo assim. E é o pragmatismo americano a falar. Umas ideias funcionarão. E outras não. As que suprirem necessidades, essas, não só funcionarão como ainda crescerão e replicar-se-ão pelas restantes redes sociais que logo irão imitar o mesmo princípio activo.

Mas não ficamos por aqui.

O novo “Myspace” também trará novidades. Diz-se que lá para outubro, agora que até já o cantor Justin Timberlake é um dos novos investidores (de relembrar que a News Corp adquiriu a empresa em 2005 por cerca de 400 milhões de euros e vendeu agora  à Specific Media por cerca de 25). E o que será o “Myspace” agora? O que pode, aliás, ser uma rede social que até já pretende ser diferente mas que continua a insistir no nome que a marcou? Pelos vistos há quem sublinhe que a vertente musical se manterá e será a tónica, mas parece que ainda há quem não se tenha apercebido do crescimento de redes como o Reverbnation ou da explosão do YouTube como a nova e magnânime jukebox (nos EUA, VEVO) ou do que até mesmo o Facebook se prepara para abraçar ao nível dos conteúdos vídeo e áudio.

Portanto, o problema que se coloca ao novo/renovado “Myspace” não é do que será, é de qual a necessidade que vem suprir nesta altura no mercado global das redes sociais. Acreditamos todos que nesta fase do campeonato e depois de um relançamento falhado há precisamente 1 ano a empresa já se tenha libertado do dilema pessoal de ter de provar a si mesma que não está à deriva… Porque se assim for, o “Myspace” falha. Outra vez. E de vez.

O Google+, por exemplo, não vem suprir qualquer necessidade atualmente existente para nós. Só para o próprio Google. Daí que as semelhanças sejam imensas com o Facebook. E daí que após o boom inicial de crescimento a taxa de fidelização esteja agora a demonstrar o que a rede efetivamente vale no momento. Bom, ela valerá mais para nós em breve, acreditamos todos, e será talvez relevante e necessária, sobretudo depois de mais amigos e familiares nossos lá estarem, mais marcas pelas quais somos apaixonados lá estarem, e todos os serviços Google lá estejam a funcionar em pleno e de forma cruzada. Nessa altura, com o ecossistema em pleno, talvez passemos a dizer o oposto, que o Facebook já não supre o rol de necessidades que o G+ resolveu. Veremos.

Para já uma coisa é certa – as principais redes sociais de sucesso são regra geral apenas uma em cada um dos seus espaços: YouTube, Facebook, Flickr, Twitter, LinkedIn, Foursquare, Qik (até aqui o duelo com o Kyte terminou recentemente, com a compra deste e a sua passagem para o segmento pago e profissional), etc., etc. Ainda subsistem vários casos, em vários nichos, de duas ou mesmo três redes sociais que combatem ferozmente por um espaço claro de liderança (veja-se por exemplo o Tumblr vs. Posterous) mas talvez isso seja mais por não estar amadurecido esse segmento de mercado e encontrada a pedra filosofal do mesmo, do que propriamente por haver espaço para duas. Regra geral, há sempre uma que se impõe. É a lei do mais forte. E da economia de escala.

Para o caso que aqui interessa, nesta reflexão, é qual o papel que os novos investidores terão na definição do novo “Myspace” e o que a rede pretenderá ser. E sobretudo, talvez uma das razões que mais me leva a dizer que o “Myspace” falhará, é a falta de um líder e fundador que tenha efetivamente poder de decisão na estratégia da empresa. Basta aliás considerar a lista “Media Guardian 100” deste ano, nas primeiras posições. Ou então, e isso sim seria para mim o surpreendente e o volte-face, em outubro não seria revelado pelo “Myspace” nenhum novo posicionamento, nenhum novo logótipo, funcionalidades ou outras coisas mais, mas simplesmente um líder com verdadeira capacidade de levar a empresa em frente… Ah, mas nem assim, porque os líderes não se anunciam, antes demonstram pelo seu trabalho e resultados que o são (e a resultados acrescente-se “sustentados”).

Bom,  uma coisa é certa: por mais genial que seja a (nova) ideia, o branding, a promoção e o evento e tudo o resto – meus senhores e novos detentores do “Myspace”, por favor, quando agora relançarem a rede, não façam como há um ano, em que no dia do arranque no renovado “my____” e até nos dias seguintes, por vezes nem mesmo o login e nem os vídeos funcionavam de forma estável…

Facebook lança plataforma de email (?)

O Facebook vai apresentar uma nova plataforma de email(?). O convite para o evento da próxima segunda-feira foi enviado na semana passada para os Media.

A partir daqui, a investigação e as especulações sobre o que será apresentado apontam para uma plataforma de serviço de email.
O domínio FB.com, que foi adquirido ao Amercian Farm Bureau por um comprador anónimo em Setembro, e no dia 12 de Novembro pelo Facebook poderá ser o “short url” do Facebook ou o domínio da esperada plataforma de email (ou ambos).

Tal como o convite do evento do Facebook informa, Mark Zuckerberg estará presente na conferência Web 2.0 Summit na terça feira e este será o momento para esclarecer como o novo serviço de email se enquadra na estratégia do Facebook.

O Facebook já é muito utilizado para a troca de mensagens entre os mais de 500 milhões de utilizadores em todo o mundo. Se estes passarem a ter (automaticamente) associada uma conta de email que permita a comunicação com utilizadores fora da rede será uma clara vantagem para o Facebook e um enorme “pesadelo” para os serviços de email já existentes que perderão utilizadores e que aumentará o tempo de permanência dos utilizadores no Facebook.

Veja o gráfico com a evolução de utilizadores americanos nas diferentes plataformas de email versus Facebook:

chart of the day, facebook, email sites, nov 2010

Facebook is reportedly set to reveal its own email application on Monday.

If Facebook’s email service is a success, it’s bad news for Yahoo and AOL, which are already losing users. It’s also bad news for Google, which uses Gmail as a launch point into search, Google Apps, and to small degree social stuff through Buzz.

What would it take for Facebook email to be a success? Well, Facebook has 150 million active users in the United States. It’s unlikely to convert all those users, but if it can get just a third of them to start using its email, it would have the second most popular email service in the U.S.

Below, we’ve charted the monthly uniques for each big email service. For some context we also charted how many overall uniques Facebook gets.

Fonte: Business Insider

App Myspace Fan Video

A entrada de novas (agora velhas) redes sociais concorrentes resultou numa evidente perda de protagonismo do Myspace nos últimos anos. Isto justifica o racional estratégico para esta acção de captação de contactos através do Facebook. Mais do que a abordagem estratégica, que não faço ideia se terá cumprido os objectivos (desconfio que não), impressiona-me a execução técnica que é, na minha opinião, das mais bem conseguidas até hoje.

É necessário fazer o connect com a conta do Facebook para poderem ver o resultado – façam, vale a pena.

Facebook continua a bater recordes

Ao que parece o Facebook conseguiu sair ileso de toda a controvérsia gerada em torno das questões de privacidade dos utilizadores.

De acordo com a comScore, a empresa de Mark Zuckerberg registou, no passado mês de Junho, um novo recorde de visitas. 141 milhões de Americanos acederam às páginas da Rede Social batendo assim a sua melhor marca, registada em Maio, com 130 milhões de visitas.

Assinalável é ainda o facto de o tráfego gerado pelo Facebook ter duplicado face ao período homologo (77 milhões de visitantes únicos em Junho de 2009) deixando bem longe os seus principais competidores (Twitter e MySpace).

O Google mantém o titulo de o mais visitado da Internet. O motor de busca registou, no mês de Maio, o impressionante número de 179 milhões de visitas únicas.

comScore Chart

Das comunidades virtuais para as redes e media sociais

Hoje fala-se muito de comunidades virtuais, mas o conceito não tem nada de novo e a ideia inicial até era simples: unir utilizadores em torno de um tema, um conceito que depressa se confundiu com os chamados “portais verticais” como é o caso do ivillage.com (portal temático feminino), da ZDNet e da Cnet (portais temáticos sobre tecnologias) ou até mesmo do GameSpot e do Gamespy (portais temáticos de jogos).

E foi precisamente nestes “portais verticais” que começaram as primeiras comunidades interactivas.  Aqui o utilizador participa nos conteúdos com a possibilidade de comentar ou classificar um determinado artigo, participar em fóruns e chats.

Na verdade, estas primeiras interactividades desde logo transformaram os utilizadores em criadores de conteúdos. Em 1999, em Las Vegas, assisti ao lançamento de um dos primeiros projectos de rede social (Social Network), o ecircles.com. Este site permitia aos utilizadores partilhar fotos e mensagens com os seus amigos e colegas de trabalho, criando círculos de comunicação. Talvez por ter surgido cedo demais (como aconteceu com muitos outros sites), o ecircles.com não resistiu, e desapareceu com o estoirar da “bolha”, a 15 de Abril de 2001.

IMPORTANT NOTICE TO MEMBERS

I regret to inform you that the eCircles.com web site will permanently shut down on April 15, 2001 and will no longer be available thereafter. The market downturn of the last 12 months made it increasingly difficult to cover the costs of operating the eCircles site.

We truly appreciate your patronage over the last several years and we hope you’ll continue to find ways to stay connected with your friends and families.

Sincerely,

Prescott Lee
President & CEO
eCircles.com

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OPA da Microsoft ao Yahoo! e os próximos capítulos…

 

Terry Semel
Terry Semel

Os últimos tempos do Yahoo! têm sido difíceis com o “loop” entre descidas de resultados, anunciados trimestralmente, e vários problemas na organização.  Os accionistas bem tentaram colocar “rumo” no Yahoo! (NASDAQ:YHOO) , quando há sete meses, afastaram Terry Semel do cargo de CEO (passando a Chaiman não-executivo) e nomearam um dos fundadores da companhia, Jerry Yang para tentar recuperar os resultados.

Durante o último ano, foram conhecidos alguns contactos entre a Microsoft (NASDAQ:MSFT) e o Yahoo!, mas o mercado estava longe de suspeitar que poderia estar a preparar-se uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).
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