A Amazon é das empresas tecnológicas (dot.com) que tem demonstrado maior dinamismo e capacidade de reinventar o seu negócio. Iniciou a sua operação apenas como livraria, mas hoje, é a maior loja on-line do mundo e transaciona todo o tipo de bens.
A Amazon teve um papel determinante na redefinição da indústria do livro com o eReader Kindle e o formato digital Kindle para os eBooks.
Recentemente, “atacou” os editores, seus parceiros de negócio, contratando diretamente alguns autores:
Amazon quer convencer autores de livros a dispensarem editoras
(…)Ao cortar etapas no processo de venda de livros, a maior loja electrónica do mundo decidiu começar a publicar estes autores seja através de livros electrónicos seja por livros tradicionais em papel. Até ao final do Outono, a lista de publicações da Amazon deve ultrapassar a centena, estando entre os livros publicados obras de ficção, ensaio, biografias.(…)
Com o aumento de utilizadores de internet em diversos dispositivos, em particular nos dispositivos móveis (smartphones e tablets), a adesão às redes sociais e o aumento da propensão ao consumo de bens digitais (como é o caso dos eBooks), muitos players estão a entrar neste mercado. A Apple, por exemplo, em menos de um ano, entrou no negócio dos livros digitais através do iTunes, disponível para já em 32 países (onde se inclui Portugal).
O Facebook, também já tornou claro que para além dos filmes da NetFlix e da música do Spotify também irá vender livros (eBooks).
Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, sabe que está numa encruzilhada complexa com adversários de peso a entrarem nos mercados de venda de conteúdos, em especial conteúdos digitais. Por isso, está a “sacrificar” resultados de curto-prazo, o que justifica os resultados do último trimestre abaixo da expectativa. Bezos informou os acionistas e o mercado que este trimestre (normalmente um bom trimestre motivado pelo fluxo de compras do Natal), terá um prejuízo de 200 milhões de dólares, justificado pela necessidade de preparar a empresa para o futuro e defender a sua posição nos mercados onde actua.
A humildade e transparência de Jeff Bezos na gestão da Amazon merece ser aplaudida, pois pelo seu DNA 100% digital, sabe “navegar” em ambientes turbulentos como já aconteceu no passado com a crise da “bolha da Internet” em 2001. Mas agora, o contexto macroeconómico e os concorrentes Apple, Google e Facebook serão os seus principais desafios e o sucesso do passado não lhe dá garantia de vitória no futuro…
Nota: Artigo publicado nos jornais Diário de Notícias e Meios & Publicidade de 11/11/2011
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2011/11/11




Hoje, que é dia de Carnaval decidi disfarçar-me de analista de Wall Street e fazer as contas ao potencial de receitas e lucro do






