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Portugal – Criatividade e Intuição nas Empresas

Newsweek "The Creativity Crisis"

Um dos temas que mais me tem apaixonado ao longo do último ano é a Criatividade e o seu posicionamento numa empresa, face às estratégias comerciais, financeiras e de marketing. É preciso antes de mais entender, que a criatividade e inovação está presente na vida das empresas em todas as áreas, da gestão, aos recursos humanos, passando pela estratégia e pelo marketing. A resposta fácil seria portanto, está presente em todo o lado. Da nossa experiência, sabemos que não é assim.

Na realidade, existem núcleos conservadores, tal como existem núcleos criativos e de inovação dentro das empresas. E tal como na sociedade, apenas os segundos são propulsores de mudança e inovação.
Mas qual é então o papel da criatividade e inovação numa empresa portuguesa? E como reforçar estes núcleos criativos, estendendo esta cultura?

Nas conferências TEDx Francis Cholle da The Human Company, apresentou uma interessante visão sobre criatividade e intuição nas empresas, e como pode ser fulcral para ultrapassar um clima económico recessivo.

Veja aqui o vídeo da conferência e leia o artigo da Newsweek “The Creativity Crisis“, sobre os resultados de um estudo do MIT sobre o declínio da criatividade nos Estados Unidos.

Mais Informações em:
Conferências TED e The Human Company

net-future

Alterações no Modelo de Negócio dos Media

A digitalização e a comunicação em rede (IP – Internet Protocol) estão na origem das profundas alterações que hoje assistimos na nossa sociedade. Todas as indústrias viram os seus modelos de negócios e de operações alterados, mas a indústria que maior impacto sentiu, foi a indústria de Media & Entretenimento e estamos ainda no primeiro impacto de um enorme “terramoto”…

Este “mundo novo” para o sector dos Media & Entretenimento abre novas oportunidades, mas obriga a uma grande percepção das alterações sociais e económicas. Algumas destas alterações e impactos foram antecipadas por Chuck Martin (“cyberfuturologista”) no livro Net Future (1998).

Na indústria de Media & Entretenimento os principais “abalos” no sector foram e estão a ser, provocados por três factores:

  • Convergência de Conteúdos
  • Web 2.0 (redes sociais)
  • Factor Geracional – cruzamento das gerações: Baby Boomers, Geração X, Geração Y e Nativos Digitais

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Nokia-logo

Agentes de Mudança

Ao longo dos tempos, a ficção científica tem antecipado realidades futuras. As viagens ao espaço, os submarinos, os tanques de guerra e até a bomba atómica foram criações literárias de Jules Verne (1828 – 1905) e Herbert G. Wells (1866-1946), antes de serem realidade.

Cory Doctorow

Cory Doctorow

Há quem diga que foram os sonhos destes profetas que inspiraram engenheiros e cientistas, mas há também quem tenha outra abordagem como Cory Doctorow, um escritor de ficção científica da actualidade, também activista, jornalista e blogger. Numa recente entrevista, Doctorow não hesita em afirmar que «ficção científica não é sobre o futuro, mas sobre o presente» e assume que as suas histórias «tentam prever os efeitos da tecnologia na sociedade e vice-versa».

“Visões” também que muitas empresas procuram e tentam antecipar.

Hoje, mais do que no passado, a gestão das empresas passa essencialmente por entender a evolução tecnológica e as alterações sociais aplicadas numa matriz complexa, sempre em mutação e com choques permanentes. Muitas organizações já sabem que têm de mudar de rumo, de modelo operacional e de core business. O “como?” e o “para onde?” é que não está claro.

O caso da Nokia é um dos mais interessantes, por ser uma empresa que já demonstrou ter capacidade para este exercício de percepção dos efeitos da tecnologia e adaptação do seu negócio ao longo dos tempos.

Antes de fabricar telemóveis, a Nokia iniciou a sua actividade em 1865 como produtor de papel, passando depois para a borracha, cabos de telecomunicações, computadores, monitores e televisões. Hoje, a Nokia é uma das empresas que entende o que Cory Doctorow referiu, e prepara-se mais uma vez para antecipar o presente com mais uma mudança de rumo.

Desta vez, o objectivo anunciado por Tero Ojanperä, o vice-presidente executivo da Nokia, em entrevista à Fast Company de Setembro, é «transformar a Nokia na maior empresa de Media e Entretenimento».

Os “casamentos” nas TMT

As grandes inovações nas TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação têm forçado os Media a grandes alterações de paradigmas na gestão e a movimentos de concentração (horizontal e vertical) nas indústrias das TMT (Tecnologias, Media e Telecomunicações).

Neste cruzamento entre empresas e mercados (TMT), os Media são e vão continuar a ser os “Reis”. A dúvida que existe é se, em caso de aquisição ou fusão com uma empresa de telecomunicações ou de tecnologia, pode ser um “casamento de sonho” ou um “pesadelo”.

AOL-TimeWarner

AOL-TimeWarner

Aquele que foi, até hoje, o maior “casamento” entre Bricks and Clicks (Tijolos e Cliques – indústria tradicional com indústria Tecnológica e Telecomunicações), ocorreu em Janeiro de 2000, com a compra e fusão entre a AOL (America On Line) – uma empresa Tecnológica e de Telecomunicações (ISP – Internet Service Provider) – e o gigante dos Media a Time Warner (CNN, Sports Ilustrated, WarnerBros, etc.), da qual resultou a empresa AOL-TimeWarner.

No passado mês de Maio (nove anos depois da fusão), foi anunciado o spin-off da AOL, justificado pela actividade da AOL (maioritariamente a gestão de sites e a publicidade on-line) estar a prejudicar os resultados e a performance da cotação das acções.

Várias circunstâncias contribuíram para esta “desagregação”: a “bolha da Internet” (em 2000), o aparecimento de novos players e a crise que hoje vivemos, forçando as empresas a focar-se em algumas áreas de negócio (separando ou vendendo parte das suas operações).

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fastcompany-marco2009

A inovação que faz a diferença

Melhorar a eficácia e os resultados das empresas no momento de incerteza que vivemos, foi um dos temas abordados por Ram Charan, considerado um dos gurus da gestão actual, numa breve passagem por Lisboa, para participar numa conferência promovida pela Jason Associates e pelo Banco Barclays.
Uma das medidas que Charan apontou como essencial, foi a necessidade de reforçar o factor inovação nas empresas. Este é também o tema que aborda no capítulo 6 do seu mais recente livro – “Leadership In The Era Of Economic Incertainity“.

Poucos dias depois, mais uma passagem em Lisboa, desta vez de David Plouffe, o director de campanha de Barack Obama. Numa conferência realizada na Universidade Católica e promovida pela agência de comunicação Cunha Vaz, Plouffe falou dos factores que levaram à eleição do novo presidente dos Estados Unidos.
LEADERSHIP IN THE ERA OF ECONOMIC UNCERTAINTYTeria valido a pena juntar as duas conferências, pois muitas das recomendações que Ram Charan deixou aos gestores portugueses, são facilmente identificadas na estratégia de campanha de Barack Obama (perfil no Linkedin), com especial foco na inovação que foi o factor diferenciador da estratégia eleitoral.

Os novos modelos de gestão referidos por Ram Charan, não são mais do que o caso prático, aplicado à política,  que David Plouffe apresentou.

Por coincidência, ou talvez não, a revista Fast Company do mês de Março tem como destaque as 50 empresas mais inovadoras, e o primeiro lugar foi atríbuido à “Equipa Obama” que foi avaliada como uma “start up” com início de actividade em Fevereiro de 2007, quando Obama oficializou a sua candidatura e lançou o site de rede social MyBO – MyBarackObama.com.

Desde o seu lançamento, registaram-se mais de 2 milhões de utilizadores, criaram-se 35 mil grupos de voluntários, planearam-se e divulgaram-se 200 mil eventos.

A “Equipa Obama” apostou na tecnologia para comunicar com os eleitores pela rapidez e eficácia que o meio permite a baixos custos.

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Os Media na encruzilhada entre a crise e a revolução digital

Há imagens que guardamos para sempre na nossa memória e, nos últimos meses, tenho recordado com frequência a minha primeira aula de Economia com o Professor João César das Neves, que depois das devidas apresentações, projectou um acetato com um gráfico ciclos económicos e as crises que pontuaram a História.

A crise que hoje vivemos tem contornos diferentes das anteriores e coloca-nos perante novos desafios a nível de políticas macro-económicas, regulação e de gestão nas empresas.

Como sempre, nestas situações, chegou o momento de agir com frieza, coragem e responsabilidade, mas antes, há que repensar com urgência os modelos de negócios.

As palavras sinergia e reestruturação, que muitas vezes se repetem dentro das organizações têm urgentemente que deixar de ser palavras para ser acções, com a consciência de que são uma necessidade vital para garantir a eficácia nas operações e a sua rentabilidade.

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SteveJobs

Recursos Humanos nos negócios digitais

Almoçava há dias com um amigo e profissional da área tecnológica, que me salientava a importância da tecnologia para o sucesso do negócio digital. Os ganhos de produtividade e a eficiência nos processos eram os seus principais argumentos. E de facto, genericamente falando, concordei (não estávamos a analisar nenhuma plataforma tecnológica em concreto, apenas a partilhar visões, interesses e perspectivas sobre tendências futuras).

Mas de seguida, e neste puro debate de ideias, a nossa conversa levou-nos a outra conclusão: afinal, mais importante do que a tecnologia, são os Recursos Humanos envolvidos nos projectos, pois são estes que conseguem realmente fazer a diferença e utilizar de forma eficaz a mesma tecnologia que está ao dispor de todos.

Jack Welch

Jack Welch

Sabemos que os recursos humanos são a essência de qualquer negócio. Aquele que ainda é considerado por muitos o melhor CEO de todos os tempos, Jack Welch, na sua passagem por Lisboa em 2006, sublinhou a importância do factor humano na gestão e a necessidade de procurar talento, treiná-lo e desenvolvê-lo. E no seu caso, assumiu que o seu braço direito era o director de recursos humanos e revelou que o segredo do sucesso de qualquer empresa, é manter os colaboradores motivados, os clientes satisfeitos e garantir resultados para os accionistas.  A fórmula até parece “simples” e eficaz!!!

 

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