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GRP’s digitais. Isto existe?

Sou da opinião que as métricas digitais se devem aproximar das métricas de pré e pós- avaliação dos media tradicionais. É expectável (e mais do que aceitável) o shift do investimento em TV para o digital, pois tanto o pré-roll de vídeo como o vídeo in-banner, são comparáveis aos spots publicitários – isto é já óbvio para os publishers, para as agências e também para (alguns) anunciantes.

Do ponto da exclusividade e do focus de atencão julgo que é defensável que o in-banner vídeo é o equivalente ao spot Tv standard e que o pré-roll de vídeo se parece mais com o spot exclusivo (para quem não sabe é aquele spot no meio do programa).

Vejamos isto na lógica da media TV utilizando o GRP como referência. Vale pena, antes de avançar no raciocínio, explicar o que é um GRP. Resumidamente 1 GRP equivale a 1 contacto com 1% do target. Dito assim parece simples, porém é um pouco mais complicado pois na equação surgem duas variáveis: frequência (OTS) e cobertura (% do target que a campanha contacta). Para saber o número de GRPs multiplicam-se as OTS pela % de cobertura do target. Assim, e espero que isto ajude quem está menos familiarizado com o assunto, podemos ter 50 GRPs se tivermos 10 OTS e 5% de cobertura do target ou 5 OTS e 10% de cobertura. A escolha entre uma e outra opção depende dos objectivos e da estratégia de media.

A avaliação do pré-roll e do in-banner vídeo pode e deve fazer-se com GRPs seguindo o calculo descrito anteriormente.

A título de exemplo vou exemplificar com um exercício simples.

Colocamos no “ar” (leia-se em sites seleccionados com elevada afinidade com o target) uma campanha com 100.000 impressões de vídeo e com um capping de 2 (nº máximo de impressões por utilizador). Vamos assumir que 80% do perfil de utilizadores dos sites que escolhemos estão no target da campanha.

Temos assim os seguintes dados para avaliação:
a)    Nº total de impressões: 100.000
b)    Nº total de impressões servidas no target: 80.000
c)    Nº de indivíduos contactos: 50.000
d)    Nº de indivíduos do target contactos: 40.000
e)    Nº de indivíduos do target no universo (ie em PT): 200.000

Com base nestes dados podemos calcular os GRPs.
2 OTS (b/d) X 20% Cobertura (d/e) = 40 GRPs

Importa acrescentar que no caso do pré-roll de vídeo qualquer avaliação que seja feita falha por defeito. Porquê? Porque OTS quer dizer “opportunity to see”e, no caso do pré-roll de vídeo, as impressões que foram entregues foram seguramente vistas pelo utilizador pois não existe a opção de “skip ad”.

Para além disto, o focus de atenção é elevadíssimo – o que de nada nos serve entre termos de avaliação por GRP porque o cálculo não é valorizado por indicadores qualitativos.

Vai para além do bom-senso (se bem que existem estudos que asseguram este facto) que o consumidor é cada vez mais digital, pois passa cada vez mais horas na net e, sobretudo, é cada vez mais um individuo multimeios (on e offline). Face ao exposto, do ponto de vista de consumo de meios é um facto reconhecido que os consumidores estão exposto à publicidade em todo o lado e a toda a hora – estejam no carro, no trabalho ou em casa.

Existem estudos que comprovam a existência de ganhos de eficiência (recordação de marca e mensagem) quando se utiliza o mesmo spot vídeo na TV e na Net.

Concluindo, do ponto de vista da comunicação todos os planos devem estar suportados por uma estratégia mix-media, privilegiando cada meio pela importância e relevância que têm junto do target.

Sobre os formatos de publicidade vídeo online?
Acredito na evidência: quando existe um plano de TV deve existir um plano de vídeo online.

apple+google

Apple e Google na disputa pelos direitos da Premier League

De acordo com o jornal inglês Daily Mail, a Apple e o Google podem estar a avaliar a compra de direitos de transmissão da Premier League (Liga de futebol Inglês).
A confirmar-se este rumor, é a entrada dos gigantes tecnológicos nos conteúdos (tal como já aconteceu com os operadores de telecomunicações no passado).
Os grupos de Media Sky (de Rupert Murdoch), ESPN (Disney) e Al Jazeera estarão também na corrida para a compra destes direitos.

Com a entrada no “leilão” dos gigantes tecnológicos Apple e Google a expectativa é que o valor por estes direitos de transmissão possa ultrapassar bastante o valor de 1.782 milhões de libras pago em 2009, pela SkySports e ESPN pelos direitos de transmissão de 2010 a 2013.

A aposta no mercado de televisão (equipamento) e distribuição de conteúdos da Apple e Google, são a justificação para a avaliação deste negócio.

A Apple TV (de segunda geração), já permite o acesso aos conteúdos (transmissão em directo e on demand) das ligas norte-americanas: NBA (National Basketball Association), NHL (National Hockey League) e MLB (Major League Baseball).

Este interesse da Apple, vem confirmar o reforço na aposta de televisão com um novo dispositivo que o mercado (investidores e consumidores) esperam que aconteça durante este ano.

E claro, que o Sir Jony Ive – Vice-Presidente Senior da Apple para o design industrial não gostaria de ser “obrigado” a ver a Premier League numa Google TV ;-)


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Descobrimentos 2.0

TV-Ratings

Audiências televisivas e redes sociais


Depois de uma sessão muito interessante a convite do Bruno Figueiredo, onde pude partilhar para um sector muito a leste das questões ligadas à Comunicação Social o que para nós é o impacto das redes sociais, eis senão quando ele mesmo, instigado pelo tema, me partilha nova ligação relacionada: The Relationship Between Social Media Buzz and TV Ratings

De facto tenho recebido cada vez mais textos do género. E não há como fugir. As redes sociais podem ser um barómetro do sucesso de um programa de televisão ou de rádio, como podem ser um engano. Podem ajudar-nos a identificar os conteúdos mais afinados para o nosso público-alvo, ou podem ser erróneas se não analisarmos quem escreve e porquê. Podem, como qualquer ferramenta, ser úteis. Mas acima de tudo, na nossa equipa, acreditamos que as redes sociais devem ser uma extensão natural dos programas.


Antes de procurarmos aumentar audiências, procuramos maximizar o envolvimento com o núcleo duro de fãs de um programa, os espectadores assíduos, a turma que nos explica tanto quanto nós tentamos fazê-lo, aqueles com quem nos sentimos tão à vontade que sabemos, no mural de um facebook ou twitter, que estamos entre amigos.Encontrados e conquistados estes, sabemos que a partir daqui podemos ambicionar mais do que isso. Mas sem isto, e por mais que alguns achem que isto é apenas uma visão romântica do negócio, não é. É a mais pura das razões de sucesso de projetos como o “5 Para a Meia-Noite” ou o “Último a Sair”. Claro que além destes nem em todos se aplica a mesma escala. Mas na génese, está lá.

Analisando friamente os números, e como esta ligação acima também comprova, está ainda longe o cenário de poder fazer correlações do género em targets acima dos 35 anos. E essa ainda é uma das maiores dificuldades para se generalizarem estas ideias. Quem nos dera! Mas infelizmente, basta olharmos para as audiências televisivas mais em detalhe. Um programa de cabo e num canal com um target bem afinado como por exemplo a Sic Mulher, torna-se mais simples fazer esta análise. Sobretudo se ainda por cima, programa e canal, têm excelente afinidade com muito do público que também usa as redes sociais, e natural é portanto ligar o sucesso de um “Querido Mudei a Casa” e até conseguir fazer um paralelismo com os 225.000 seguidores no facebook.

O mais difícil, porém, é em programas e canais generalistas, onde a dispersão de targets por vezes é enorme não apenas nos grupos etários como também ao nível da região. E aqui, seria excelente de facto podermos tirar ligações imediatas, mas nem sempre isso sucede. Vamos, portanto, acompanhando os estudos e o desenvolvimento de conhecimento nesta área. E naturalmente, com o tempo, ganhando maior massa crítica e base de estudo para cimentar mais decisões ao nível da produção de conteúdos e programação dos mesmos, tendo por base as redes sociais.

O que a ligação das redes sociais com os programas e a sua audiência também têm despertado é uma necessidade premente de ter tempo, para analisar constantemente o feedback e conseguir fazer a partilha e degustação do mesmo. E tempo, infelizmente, escasseia cada vez mais.

Não surpreende, portanto, que projetos televisivos nos Estados Unidos tenham, nas suas equipas Web, cerca de 11 ou 8 ou 6 elementos – dedicados. A produção televisiva em cima da atualidade e com a capacidade de afinação permanente ao gosto dos espectadores exige cada vez mais recursos diferentes de um processo que, antes, se fazia ao longo de meses e se afinava de uma temporada para a seguinte. Os números, agora, fazem-se muitas vezes ouvir de um episódio para o outro. E as redes sociais são mais uma fracção que acabam de entrar numa fabulosa equação que nem sempre é fácil resolver no tão curto e sobrecarregado espaço de tempo que hoje em dia todos vivemos.

v+_webtv

r/com lança webtv V+

O Grupo r/com lançou a webtv  V+, dando assim mais um passo na sua estratégia de se afirmar como um grupo de Media verdadeiramente multiplataforma.

Com uma linguagem própria, verdadeiramente multimédia (mais criativa, mais visual, menos formal) a V+ permite, para além do acesso a conteúdos da Rádio Renascença (como entrevistas, opiniões e reportagens), programas exclusivos como:

 · V+ Informação, um noticiário que irá para o ar entre as 10h30 e as 11h00, que entra na redacção da Renascença e apresenta, em poucos minutos, o essencial da informação do dia, com edição de Dina Soares e Maria João Cunha;

· 48K, um programa semanal sobre novas tecnologias, editado e apresentado pelos jornalistas por Cristina Nascimento e Ricardo Conceição;

· Marca d’Água, um espaço de reflexão de cerca de 1 minuto, que é o resultado de um olhar que vê a realidade e a comenta, da autoria do Cónego João Aguiar Campos, Presidente do Grupo r/com e realização de Ricardo Fortunato.

· Repórter, uma rubrica que apresenta o olhar que o repórter retém sobre situações da actualidade e que estão à margem do agenda setting informativo.

· Para breve estão previstos novos programas, nomeadamente na área do desporto.

V+ terá em breve uma versão mobile para iPhone e Android e versão iPad.

Para além de uma nova marca é uma excelente e acertada aposta do grupo r/com na criação e distribuição de conteúdos em plataformas digitais. E talvez o “embrião” de um projecto de televisão por cabo.
Clique aqui para Ver Mais :-)

youngchannel

Um canal alternativo de TV – YoungChannel

Sem conhecer a fundo o projeto, nem valores/acessos/audiências que estão em causa, aconselho o contato com este canal de TV (100% made in Portugal), feito para os lados de Óbidos, mais propriamente no Parque Tecnológico de Óbidos.

O YoungChannel, apresenta-se com um canal de TV online que abrange diversas formas de comunicação e interação, como eles afirmam no quem somos. Um projeto que me parece interessante (nada amador), e com conteúdos apelativos para o target a que se destina.

Uma sugestão para o fim de semana, se aborrecer muito o jogo de hoje á noite, o reality show, ou a novela.

YouTube_Logo

Vídeo online – novo crescimento com novas funcionalidades das redes sociais?

Muito se tem falado sobre a explosão do vídeo online. Mas na verdade, são um punhado de casos de sucesso que nos últimos anos verdadeiramente têm feito a indústria crescer, outras indústrias refletir, e umas quantas imitar. Ah, e claro, outras ainda aumentar os seus bolsos.

YouTube, Hulu, BBC iPlayer, Vimeo (dentro de um mercado de nicho) e se falarmos localmente podemos ainda englobar os casos da espanhola TVE com o seu “a la carta” ou o agregador francês wat.tv. Mas ainda assim, depois do YouTube, só mesmo o caso do Netflix promete dar verdadeiramente que falar. Sobretudo depois do até aqui gigante americano ter de uma assentada só expandido o seu negócio para mais 43 países da américa latina.

Falando de uma outra escala, contudo, o site Social-Media-Today traz agora à reflexão como algumas funcionalidades novas de alguns gigantes poderão ser um novo recomeçar do vídeo online à mistura das redes sociais como a nova roda. Até aqui, o buzz em torno de um programa em tempo real tinha sido o grande hype. Aliás, copiado e ainda hoje recopiado e utilizado por muitos operadores de televisão (na RTP inclusive). Personagens, actores ou apresentadores twittam ou publicam vários posts ao mesmo tempo que em casa ou na rua os fãs assistem ao programa. Mas o cruzamento deste princípio com o dos ‘hangouts’ do Google+ pode alargar ainda mais a escala deste tipo de utilização e consumo de vídeo. Senão veja-se pela imagem abaixo, da Social-Media-Today, onde um vídeo poderá passar a ser visto partilhadamente através de convite para os amigos ou colegas, todos ao mesmo tempo no Google+ :

Já encontraram esta funcionalidade?
Acham mesmo que o vídeo online depende de novas funcionalidades nas principais plataformas de redes sociais para voltar a ver o seu consumo crescer?

appletv_remoteandtv

iTV, Apple TV, iScreen… seja qual for o nome, a APPLE vai mesmo entrar na Televisão

Depois de muita especulação, volta a… especulação.

E que melhor momento do que as mudanças na empresa com a saída de Steve Jobs de CEO e os dias sem fim de belíssimos posts de entusiastas, fãs e amigos da marca e do homem a prestarem-lhe homenagem e a interpretarem à letra as suas palavras de que “o melhor da APPLE ainda está para vir”.

apple tv new

Depois dos inúmeros posts já escritos sobre o tema, a Venture-Beat recupera-o. Brinca até e cria uma mockup para ilustrar o artigo. E inclui igualmente o vídeo da CORNING para reforçar a ideia que muitos já haviam esquecido, ao falar da Apple e da televisão: é que a marca da maçã não esgotaria a sua entrada na TV apenas reduzindo-se a uma caixinha ligada por um cabo.

Como parece querer relembrar a Venture-Beat (e a meu ver, bem) a APPLE é obcecada por controlar todo o produto. E se enquanto a Google-TV, tal como nos telemóveis, dependeu dos fabricantes de dispositivos, a APPLE quererá deter o fabrico ela mesma e oferecer-nos, assim o esperamos todos, mais uma revolução numa área há muito estagnada vai para décadas e, pior, anualmente alvo de especulações de que “agora é que é” – e nunca mais é.

Veremos, portanto, se 2012 ou 2013 abrem um pouco mais ou revelam por completo do que por aí virá. E já agora, se têm mais links ou info sobre o tema, partilhem-nos abaixo nos comentários p.f.

;)

logo big brother programa tv

Big Brother: Endemol lança votações para o programa de Tv com o Facebook

É oficial.
A partir de agora, na Alemanha, mas brevemente em todo o mundo, se quiserem expulsar um concorrente do BigBrother já não precisam ficar dependentes do telefone. Agora podem também optar por usar os vossos Facebook-Credits. O press-release da Endemol que anuncia a novidade saiu esta semana, aqui.

endemol logo

A proeza deve-se à empresa AT Agilemedia, que já em maio havia anunciado a conclusão do desenvolvimento da sua plataforma interativa, até aqui muito centrada no tele-voto, mas agora também focada no online.

Press-release da empresa AT Agilemedia aqui e artigo aqui.

Ultrapassando assim o que era uma bandeira do Britain’s Got Talent, o popular programa de talentos inglês, eis de novo o BigBrother na crista da onda.

A ideia é simples, portanto: através de uma aplicação que recorre ao sistema de pagamentos do Facebook, a Endemol espera assim aumentar o envolvimento com os targets mais jovens e web-orientados, que permanecem ligados a dois ecrãs enquanto o programa decorre e que fazem das redes sociais a sua segunda casa.

“Being able to vote using Facebook will give ‘Big Brother’ fans a whole new way to get involved in the decision about who leaves the house,” said Dr Georg Ramme, Head of Commercial at Endemol Germany. “The Facebook voting app is designed for a generation of fans who have grown up with social media, regularly chat about reality TV on Facebook and comment on events in these programmes. It is this usage of social media that made us decide to expand online offers for our popular TV programmes.”

Como explica o press-release, por cada 7 facebook-credists (~0.49€) os utilizadores com 18 ou mais anos podem decidir qual o concorrente nomeado que desejam expulsar, bastando para isso seleccionar a opção “out!”. Os facebook-credits podem ser carregados através de transferência directa, por cartão de crédito ou PayPal.

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