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YIL-Dez99

Regresso ao Futuro

Talvez poucos tenham tido contacto com uma das revistas (e site), que foi uma referência na cultura e informação sobre o meio Internet entre 1995 e 2002. Refiro-me à Yahoo! Internet Life (YIL), uma revista mensal que resultou da parceria entre a editora Ziff-Davis e o portal Yahoo! (naquela altura o gigante Softbank era um importante accionista comum às duas empresas).

Tive oportunidade de adquirir alguns exemplares, nos anos de boom e crash das dot.com. Durante uma pequena arrumação de fim de semana, voltei a folhear a edição especial de Dezembro de 1999 (com 284 páginas), que teve como tema de capa: 2000 and Beyond – What´s next for the Web?

Esta edição é histórica e tem um trabalho editorial brilhante. A YIL, fez o “Regresso ao futuro” avançando uma década e antecipando os dias de hoje, com a ajuda de: Vinton Cerf e Tim Berners-Lee (os criadores da Internet), oito autores de ficção cientifica e jornalistas e consultores de Politica, Direito, Medicina, Economia, Marketing, Educação, Media, Entretenimento, LifeStyle, Sexo e Tecnologias de Informação.

A clarividência sobre as alterações sociais e económicas que entretanto já vivemos é, de facto, brilhante. Algumas, ainda não aconteceram, mas, hoje é mais fácil perceber que é só uma questão de tempo…
Destaco, aqui algumas citações e excertos:

Vinton Cerf – o criador da “rede”

Estou convencido que todos terão acesso à Internet. E cada pessoa terá talvez cerca de 100 dispositivos que precisarão de estar ligados à Net.

Não há razão, para dispositivos que já hoje utilizamos – pagers, telemóveis e até mesmo os Walkmans da Sony – não estejam já ligados à Internet.


Tim Berners-Lee – usou a “rede” para a transformar num espaço de partilha e capaz de ser navegável (World Wide Web) e distribuidora de conteúdos multimédia.


“Quando começámos, estávamos a lidar com utilizadores de PC. Mas a convergência com TV, os telemóveis e computadores já está a acontecer.”

“Uma das coisas revolucionárias será o aparecimento de micropagamentos. Vamos poder comprar em qualquer moeda, e terei uma pequena bolsa cheia de microdinheiro, que poderemos utilizar para navegar em websites, que irão cobrar uma pequena fracção de cêntimo por página. É um caminho para proteger e compensar os autores/editores.[...] A Web traz-nos novos temas. Será que temos direito a ter uma conversa privada? [...]
Como vamos proteger a conversas entre pessoas em diferentes locais do mundo?(…)

Os direitos porque lutámos e que conseguimos garantir no velho mundo, devem ser ferozmente protegidos neste novo mundo. É a World Wide Web que eu sempre imaginei.

Connie Willis – Autora de Ficção Científica

O dilema da Era da Informação não é o fim da privacidade individual, mas sim os desequilíbrios selvagens na privacidade

Bruce Sterling - Autor de Ficção Científica

A Internet vai transformar-se em mobília, tal como a água e o telefone.

Jon Katz – Jornalista e autor

Alguns consultores políticos acreditam que a primeira demonstração de poder vai surgir espontaneamente.

E como será esta década?
Deixe os seus comentários e visões sobre o futuro.

Nota: Artigo publicado no Meios & Publicidade de 15/Outubro/2010 e Diário de Notícias de 9 de Setembro de 20111

Branding Digital na Argentina

Surgiu há poucos anos e trouxe o branding digital online + offline para a Argentina. Estado Lateral Media Lab, é constituído pela tripla Enrique Mármora, Iván Ivanoff (www.i2off.org) e José Jiménez (www.r3nder.net). O seu projecto multimédia para a final da Copa Santander Libertadores, em Julho de 2009, trouxe-lhes reconhecimento nacional e internacional.
Ao longo do último ano surgiram projectos de realidade aumentada, jogos interactivos, video mapping e paredes interactivas, para a Nike, Motorola, Heineken, Ford, Warner Brothers, entre outros clientes.

Estado Lateral é actualmente um dos mais promissores grupos da América do Sul.
A descobrir em www.estadolateral.net

Apple: Adidas cancela campanha de 10 milhões no iAd

A Adidas cancelou uma campanha de 10 milhões de dólares na plataforma de publicidade em dispositivos móveis da Apple – iAd.
Consta que o motivo foi a terceira rejeição das criatividades da Adidas, pelo próprio Steve Jobs.

Mas, dada a proximidade da Apple com a Nike (com quem tem uma parceria com o Nike+),  e o facto de a Nike ter sido um dos anunciantes “bandeira” a marcar presença logo no início do iAds, fica a dúvida se a Apple está a garantir a exclusividade aos anunciantes iniciais da plataforma iAd?

Veja o video onde Steve Jobs apresenta o anúncio da Nike no iAd:

Uma excelente opção para a Adidas investir estes 10 milhões de dólares, são os novos sites mobile da Controlinveste :-)

Google promove “My Location” com… muita pizza!

O Google resolveu publicar, no seu canal Google Mobile no YouTube, um vídeo promocional às buscas móveis com recurso ao My Location, o sistema que permite aos telemóveis com GPS apresentar locais baseados na busca do utilizador.

Tudo estaria bem não tivesse o vídeo 10 minutos de duração e se resumisse a um senhor (ainda por identificar) a dizer “pizza” de 2 em 2 segundos.

Se o objectivo era “ser falado”: Parabéns! Conseguiram!

Se era “ser engraçado”: …

Coca-Cola repensa estratégia digital após controvérsia no Facebook

A acção da Coca-Cola no Facebook criada pela agência digital Lean Mean Fighting Machine fez um update status com um link para um filme pornográfico numa página duma rapariga com 14 anos. A mensagem dizia: “’I watched 2 girls one cup and felt hungry afterwards’. A mãe da rapariga disse que após o update na página do Facebook a filha terá pesquisado pelo filme mas felizmente o acesso foi bloqueado pelo filtro de idade.

A Lean Mean Fighting Machine ganhou recentemente a conta à Glue Isobar mas naturalmente após o sucedido deixará de trabalhar para a marca Coca-Cola.

Mais detalhe: http://www.brandrepublic.com/bulletin/brandrepublicnewsbulletin/article/1018567/coca-cola-lean-mean-split-facebook-gaff/

Old Spice para novos tempos

Quando ontem Iain Tait, Director Criativo Global da agência Wieden Kennedy escrevia no seu perfil Twitter que o perfil da @OldSpice estava a responder a toda a Internet, poder-se-ia pensar que seria uma hipérbole.

Mas reparando que a Old Spice tinha reservado um Promoted Tweet (a nova solução publicitária do Twitter) para o termo “Old Spice”, o cepticismo transforma-se em curiosidade.

O que começou com o vídeo “Questions” no canal do YouTube da Old Spice (abaixo) continuou com o perfil no Twitter e um separador na página Facebook, onde os utilizadores eram incentivados a fazer as suas perguntas ao Old Spice Guy.

O génio surge depois. Isaiah Mustafa, o modelo do anúncio galoardoado com um Grand Prix de filme em Cannes, responde em quase tempo real às perguntas … em formato vídeo no canal do YouTube !!!

Desde respostas a celebridades como Alissa Mylano a pedidos de casamento, durante mais de 20 horas o Old Spice Guy (concerteza com a ajuda de uma brilhante produção e de redactores génios) manteve uma interacção personalizada, com diálogos inteligentes e fora do estereótipo associado a desodorizantes.

A equipa dedicada á campanha respondeu às menções do anúncio em blogs, além da monitorização dos comentários (mais de 7000 nesta altura) no próprio canal YouTube.

Chegou a publicidade em tempo real.

Crescimento de 2 digítos até 2014 para o Investimento Publicitário na Internet – eMarketer

Segundo o site  eMarketeer.com as previsões do crescimento do online em termos de investimento publicitário On Line  será na ordem dos 2 dígitos até 2014.

Fonte: eMarketeer.com

Audience Science compra Wonderloop

A empresa norte-americana Audience Science, fechou o acordo de compra de um dos seus maiores concorrentes europeus a germânica – Wonderloop.  Ambas as empresas fornecem soluções de publicidade on line para segmentação em função do comportamento dos utilizadores – Behavioral Targeting.

O objectivo da Audience Science é ganhar maior quota de mercado no mercado europeu, e em particular na Alemanha (que tem rigorosas leis relativas à privacidade).  A Wonderloop foi a primeira empresa alemã a conseguir o certificado “EuroPriSe”

“We are excited about the prospect of enhancing The Audience Gateway platform and strengthening our European presence with wunderloop’s exceptional team and technology,” gushed AudienceScience CEO Jeff Hirsch in a release.

Em Portugal, o Grupo Controlinveste  já utiliza a solução da Audience Science para a gestão das campanhas publicitárias dos seus anunciantes on line permitindo assim, segmentação com “filtros de comportamento”.

Na lista de clientes da Audience Science estão alguns dos maiores editores mundiais como o Financial Times, CBS Interactive, New York Times, Wall Street Journal, CNN, Reuters, Terra, Bloomberg, Telegraph, etc.

Com esta aquisição a Audience Science despertou certamente a atenção dos gigantes mundiais como o Apple, Google e Microsoft onde uma solução de gestão de campanhas com filtros de comportamento – behavioral targeting - integrada em qualquer uma das suas plataformas de gestão de publicidade (mobile, search, display, vídeo e in-game), será uma factor diferenciador e uma clara vantagem competitiva.

Um “movimento” é muito semelhante aconteceu em Março de 2006 quando a empresa norte-americana DoubleClick (plataforma de AdServer líder mundial), adquiriu a concorrente ( também alemã) , Falk eSolutions que estava a ganhar quota de mercado na Europa e Estados Unidos. No ano seguinte (Abril de 2007), o Google compra a DoubleClick por 3,1 mil milhões de dólares.

Veremos se o “segundo capítulo” da história da AudienceScience, terá “semelhanças” com a DoubleClick.

Outros relacionados:
Na pizza, o segredo pode estar na massa.  Na publicidade online, o segredo pode estar nos “filtros”.

Apple, Google, Microsoft, Nokia, Sony e Amazon

Titãs em competição pelo “Monopólio de Consumidores” e “Portagem na Ponte”

Os (actuais) principais players mundiais na criação e definição dos caminhos futuros na Era Digital são: Apple, Google, Microsoft,Nokia,Sony e Amazon.

Todos eles criaram ecossistemas, não compatíveis e tentam ganhar a maior quota em vários mercados e sub-mercados em que actuam, e apostam forte na alavancagem
de posições entre os vários mercados. Por isso, a diversificação de negócios é vital para conseguirem posições dominantes mas, aumenta fortemente a complexidade
na gestão.

A gestão estratégica e operacional em cada um dos sub-mercados onde actuam é um factor determinante para garantir o sucesso.

Perseguem aquilo a que Warren Buffet apelidou de “Monopólio de Consumidores” e “Portagem na Ponte”. Sabem que “The Winner Takes it All”, e por isso, não poupam esforços, tempo e investimentos porque pode não haver “prémio” para o segundo. Sabendo, no entanto, que haverá alguns mercados onde poderão existir fortes concorrentes (por exemplo, o caso da RIM com os Smartphones Blackberry).

Warren Buffet Chairman & CEO, Berkshire Hathaway

Nesta “corrida” um factor determinante é a simbiose entre dispositivos e serviços (online), como forma de defender e fechar aos concorrentes a capacidade de entrar junto dos clientes captados.

Os consumidores passam a ter “barreiras à saída”. A integração de serviços entre os vários dispositivos da marca garantem maior fidelização e menor elasticidade sobre o preço do lado da procura. Por isso, o objectivo neste momento é conseguir a maior quota em cada um dos mercados e criar efeitos de alavanca entre eles. A concorrência é feroz, a contínua evolução tecnológica associada à possibilidade de entrada de novos players e as rápidas alterações de consumo de Media são variáveis importantes e a considerar por qualquer um dos referidos titãs.

Segue uma breve análise à presença de cada um nos mercados (esub-mercados):
Hardware/Dispositivos, Software, Web e Distribuição On Line Digital.

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redes-sociais

Cinco tendências para os próximos cinco anos

Em resposta à pergunta do Meios & Publicidade:
Quais as cinco tendências que vão marcar o meio on line nos próximos cinco anos?

  • Audiência do Meio OnLine

O número de utilizadores continuará a crescer e será impulsionada por três factores: a massificação do acesso em banda larga, o crescimento da geração de “nativos digitais” e a cada vez melhor usabilidade das aplicações e sites vão sustentar o crescimento da população com acesso à Rede em múltiplas plataformas (web, Mobile, Consolas, Netbooks, TabletPC´s, etc.) e o aumento do tempo médio despendido no consumo de conteúdos e serviços Online.

  • Consumo Online através dos Telemóveis

Os novos modelos de “telemóveis”, estão optimizados para consumo, criação e publicação de conteúdos Online.
O tráfego web gerado e conteúdos criados a partir dos “telemóveis” vai crescer substancialmente nos próximos anos.

  • Amadurecimento da Web 2.0 / Redes Sociais

É visível o crescimento sustentado de audiência das redes sociais.
E tal como aconteceu nos media tradicionais, as Redes Sociais vão especializar-se.
Vão surgir novas Redes Sociais segmentadas por temas (e grupos dentro das redes sociais “generalistas”) – recuperando o conceito inicial da web 1.0 de Comunidades Virtuais em torno de conteúdos, comportamentos, celebridades, etc.

  • Cloud Computing (Computação na “Nuvem”/Web)

Do ponto de vista das organizações, há tendência para ter os seus data centers fora de “portas”, para se forcarem nos negócios e minimizarem custos em tecnologia. As resistências relativas à segurança, confidencialidade e fiabilidade desaparecerão ao longo do tempo e os ganhos de produtividade serão um argumento forte.

Para os indivíduos, o facto de poderem aceder a aplicações (ferramentas de trabalho, comunicação e entretenimento) e documentos de trabalho ou pessoais a partir de qualquer dispositivo (PC, telemóvel, etc.), passará a ser um serviço “vital” e “natural” de trabalhar, ouvir música, ver e partilhar fotos, vídeos, etc.

Ao nível dos dispositivos o “Cloud Computing”, provocará também alterações substanciais pois passarão a necessitar de menos capacidade de processamento e armazenamento (que são realizados pela “nuvem”), passaremos a ter dispositivos mais “básicos” e muito mais baratos.

  • Publicidade / Marketing On Line

A quota de mercado alocada à publicidade e marketing Online vai crescer fortemente nos próximos anos. O primeiro motivo deste crescimento tem a ver com o primeiro ponto referido, “factor humano”, o crescimento da audiência e tempo de permanência dos utilizadores vai aumentar e levará como temos vindo a assistir a um maior investimento das marcas nos meios on line.

Mas, nos próximos anos assistiremos a uma maior preocupação com a segmentação das campanhas, mais cuidado com os targets, reputação e confiança dos meios onde são colocadas as campanhas de publicidade.

A segmentação em função do tipo de conteúdo/afinidade e comportamento (“behavioral targeting”), serão as principais variáveis no planeamento de campanhas.

Os formatos mais ricos (“Rich Media), conteúdos patrocinados e publicidade em jogos (“InGame Advertising”) serão os formatos que mais vão crescer, porque a preocupação com a notoriedade e confiança das marcas vai aumentar e estes  são formatos onde está provado o reforço da notoriedade e confiança nas marcas que as utilizam.
O Search Marketing continuará a ser uma ferramenta importante no marketing mix Online, mas verá o seu peso diminuído face ao “display”.

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“Fast forward” substitui “zapping” na TV

No final do mês passado, a Nielsen divulgou um estudo onde revela que, neste momento, quase um terço dos lares norte americanos possui DVR – Digital Video Recorder (gravadores digitais de vídeo). Não há dados disponíveis sobre o mercado português, mas não é difícil de adivinhar que ainda estamos longe de chegar a um terço dos lares, como nos EUA.

Ainda assim, é perceptível, o aumento dos alugueres das ZON BOXMEO BOX ou TV BOX do Clix e o aumento de vendas de computadores com Windows Media Center/Vista nos últimos meses.

A cada vez maior utilização destes equipamentos, leva-nos a reflectir sobre os hábitos de consumo de conteúdos de TV em formato broadcast e, consequentemente, no modelo de publicidade em TV.
Uma das conclusões do estudo da Nielsen, é que os DVRs aumentaram o consumo de conteúdos TV/Vídeo pela conveniência de poder decidir o que ver e quando.

Com isso, há dois impactos imediatos:
- O fim do prime time (não preciso de estar junto à TV no momento em que está a ser difundido o programa).

- Os blocos publicitários passam a ser vistos em fast forward.

Os equipamentos vão continuar a evoluir e vale a pena perceber as funcionalidades, por exemplo do TIVO e AppleTV, para concluir que a convergência de Meios é já uma realidade.

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