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Click

CTR – Clickthrough Rate. Para que serve?

Se fosse por mim acabava-se hoje mesmo com o CTR como indicador de performance das campanhas digitais.

Há dois anos atrás juntei a minha equipa de media digital e disse que daí em diante os relatórios das campanhas digitais deviam ter um slide com “RIP – CTR”: o CTR morreu! “Não quero ver mais gráficos com CTRs ”. Como é óbvio, isto levantou uma acesa discussão e ainda hoje vejo slides de acompanhamento e reporting com taxas de CTR. É certo que hoje aparecem com menor importância gráfica, mas mesmo assim ainda lá andam. Provavelmente disfarçam a coisa na esperança que eu não veja.

Quanto visto a personagem “cliente”, apercebo-me do ridículo que é ter uma campanha com um milhão de impressões que apenas gerou 5.000 clicks – 0,5% CTR. Fica-se com a sensação que a montanha pariu um rato. Tantas impressões (aliás é difícil de imaginar 1M de impressões) e tão poucos clicks.

Por isso defendo que o CTR nem deveria existir. Quando brinco em relação ao assunto levo isto um pouco mais longe. “Os banners não deveriam ser clicáveis” (passam-se). Os anúncios de imprensa não o são. Nem os outdoors. Nem nenhum dos outros anúncios colocados nos restantes meios tradicionais.

Se queremos “vender” CTRs, ou clicks, pois no final é disso que se trata, deveríamos poder compara-los com os clicks que se fazem nos outros meios – ou utilizar quaisquer outras métricas de conversão que façam sentido. Se não é possível comparar com, por exemplo, o anuncio de imprensa, mais vale procurar outros critérios quantitativos e/ou qualitativos que possam medir o interesse pela publicidade digital. Uma coisa é certa, já se fazem anúncios de imprensa há muito tempo, e nunca, mesmo nunca, se soube que alguém tivesse “clicado” num e tivesse sido “transportado” para uma loja, para um stand ou para um banco.

Mas afinal, o que é que mede o CTR?

Vale a pena começar por explicar que o CTR é o número de clicks no banner a dividir pelo número banners servidos (ou visualizados). Como exemplo serve o seguinte: 1% CTR quer dizer dos 100 banners vistos apenas foi clicado um. Face ao exposto, o CTR apenas mede o interesse que o utilizador teve no momento que viu o banner (anuncio). Interesse esse que pode ser influenciado pela criatividade, pelo formato ou pelo contexto onde apareceu o banner.

Quando as campanhas digitais são servidas por AdServers (servidores de banners) é possível avaliar, entre muitas outras coisas, a eficiência da campanha. Os AdServers permitem saber quantos post-clicks e post-impressions teve a campanha. O primeiro indicador quantifica o número de conversões que foram feitas por quem clicou no banner, e o segundo, quantas conversões foram feitas por quem esteve exposto ao banner mas não clicou. “Conversões” neste contexto, podem ser várias coisas: páginas do site, compra de produtos online, registos,… na verdade tudo o que se quiser definir como conversão na altura do setup da campanha.

Ou seja, podemos ter campanhas com taxas de CTR baixas mas com uma elevada eficiência na conversão. O que sucede bastantes vezes mais do que se imagina.

É por tudo isto que defendo que o CTR não é referência correcta para aferir a performance das campanhas digitais.

PS: Infelizmente, para a media tradicional, o CTR é coisa que não lhe assiste.

Google Analytics

Bounce Rate. Quando é que vale a pena avaliar este indicador?

Quando se analisam as estatísticas de um site identificam-se as seguintes origens dos acessos: motores de busca, links externos e links directos – que é o número de acessos através do endereço do site.

Para além destes dados, as ferramentas de monitoring permitem saber o nº de páginas, visitantes, sistema operativo…. até ao mais ínfimo detalhe, como por exemplo, numa determinada página qual foi o nº de utilizadores que a consultaram e tempo médio de permanência nesta página.

Não consigo fazer, apesar da longa experiência que tenho no tema, uma análise qualitativa sobre determinado site sem que faca antes um estudo profundo sobre o site. Importa neste estudo perceber a forma como o site foi programado, que tecnologia foi utilizada, a estrutura e, quando necessário, se quiser analisar uma página específica desse site, tenho que ver essa página “aos olhos” do utilizador. Ou seja, 30 segundos de média de consulta duma página (que é o valor que me dá a ferramenta de monitoring) por si só não me permitem concluir coisa nenhuma. O que será muito diferente se eu consultar essa página e vir que apenas tem um parágrafo de texto. Nesta situação poderei concluir que a página foi lida – o que num contexto de mensagem tem seguramente outra valorização.

Ou seja, as análises qualitativas dos sites são processos demorados, dão trabalho a fazer e quando são feitas do ponto de vista da comunicação (digital) têm outro encanto.

Voltemos ao inicio deste texto: origem dos acessos a um site.

Em geral os sites de marcas com elevada notoriedade têm mais tráfego directo e, se tiverem ferramentas ou informação promocional (o que acontece tipicamente com sites de produtos de consumo), têm também uma elevada percentagem de acessos com origem em links externos. Nestas situações os acessos com origem nas listagens orgânicas dos motores de busca têm pouco protagonismo nas estatísticas.

Nos sites que “servem” muito conteúdo as percentagens invertem-se. Quando existem muitas páginas indexadas nos motores de busca existem consequentemente mais acessos ao site com essa origem. Se não fosse assim seria estranho. Por outro lado, quando isto sucede, as taxas de bounce rate são provavelmente mais elevadas. O que deixa muita gente preocupada mas, sinceramente, é uma falsa questão.

Segue uma breve explicação técnica.
50% de bounce rate duma página quer dizer que metade dos utilizadores dessa página entraram na página mas não viram mais nenhuma página do site. E qual é o problema de ter uma bounce rate elevada? Provavelmente NENHUM! Se essa página for uma página com informação especifica sobre determinado assunto, que foi despoletada por um link numa página de resultados duma pesquisa num motor de busca, se essa página tiver apenas um paragrafo de texto e, tiver tido 30 segundos de média de consulta, passou seguramente a mensagem que tinha a passar.

Então para que serve a Bounce Rate?
No caso que dei como exemplo, para nada. Contudo, se essa página for a home page do site, então é um problema grave!

bits

GRP’s digitais. Isto existe?

Sou da opinião que as métricas digitais se devem aproximar das métricas de pré e pós- avaliação dos media tradicionais. É expectável (e mais do que aceitável) o shift do investimento em TV para o digital, pois tanto o pré-roll de vídeo como o vídeo in-banner, são comparáveis aos spots publicitários – isto é já óbvio para os publishers, para as agências e também para (alguns) anunciantes.

Do ponto da exclusividade e do focus de atencão julgo que é defensável que o in-banner vídeo é o equivalente ao spot Tv standard e que o pré-roll de vídeo se parece mais com o spot exclusivo (para quem não sabe é aquele spot no meio do programa).

Vejamos isto na lógica da media TV utilizando o GRP como referência. Vale pena, antes de avançar no raciocínio, explicar o que é um GRP. Resumidamente 1 GRP equivale a 1 contacto com 1% do target. Dito assim parece simples, porém é um pouco mais complicado pois na equação surgem duas variáveis: frequência (OTS) e cobertura (% do target que a campanha contacta). Para saber o número de GRPs multiplicam-se as OTS pela % de cobertura do target. Assim, e espero que isto ajude quem está menos familiarizado com o assunto, podemos ter 50 GRPs se tivermos 10 OTS e 5% de cobertura do target ou 5 OTS e 10% de cobertura. A escolha entre uma e outra opção depende dos objectivos e da estratégia de media.

A avaliação do pré-roll e do in-banner vídeo pode e deve fazer-se com GRPs seguindo o calculo descrito anteriormente.

A título de exemplo vou exemplificar com um exercício simples.

Colocamos no “ar” (leia-se em sites seleccionados com elevada afinidade com o target) uma campanha com 100.000 impressões de vídeo e com um capping de 2 (nº máximo de impressões por utilizador). Vamos assumir que 80% do perfil de utilizadores dos sites que escolhemos estão no target da campanha.

Temos assim os seguintes dados para avaliação:
a)    Nº total de impressões: 100.000
b)    Nº total de impressões servidas no target: 80.000
c)    Nº de indivíduos contactos: 50.000
d)    Nº de indivíduos do target contactos: 40.000
e)    Nº de indivíduos do target no universo (ie em PT): 200.000

Com base nestes dados podemos calcular os GRPs.
2 OTS (b/d) X 20% Cobertura (d/e) = 40 GRPs

Importa acrescentar que no caso do pré-roll de vídeo qualquer avaliação que seja feita falha por defeito. Porquê? Porque OTS quer dizer “opportunity to see”e, no caso do pré-roll de vídeo, as impressões que foram entregues foram seguramente vistas pelo utilizador pois não existe a opção de “skip ad”.

Para além disto, o focus de atenção é elevadíssimo – o que de nada nos serve entre termos de avaliação por GRP porque o cálculo não é valorizado por indicadores qualitativos.

Vai para além do bom-senso (se bem que existem estudos que asseguram este facto) que o consumidor é cada vez mais digital, pois passa cada vez mais horas na net e, sobretudo, é cada vez mais um individuo multimeios (on e offline). Face ao exposto, do ponto de vista de consumo de meios é um facto reconhecido que os consumidores estão exposto à publicidade em todo o lado e a toda a hora – estejam no carro, no trabalho ou em casa.

Existem estudos que comprovam a existência de ganhos de eficiência (recordação de marca e mensagem) quando se utiliza o mesmo spot vídeo na TV e na Net.

Concluindo, do ponto de vista da comunicação todos os planos devem estar suportados por uma estratégia mix-media, privilegiando cada meio pela importância e relevância que têm junto do target.

Sobre os formatos de publicidade vídeo online?
Acredito na evidência: quando existe um plano de TV deve existir um plano de vídeo online.

Apple-logo

Fun-Post do dia: fã da Apple desenha a maçã com jogging

Um fã de Steve Jobs encontrou uma forma extremamente original de prestar homenagem ao ex-CEO e resolveu dar uma “corridinha”, desenhando no mapa a exacta forma do logótipo da Apple através precisamente do jogging.

Fica abaixo a imagem e o link para o artigo original do próprio

;)

http://josephta.me/2011/08/art-of-running-tokyo-steve-jobs-apple-logo/

appletv_remoteandtv

iTV, Apple TV, iScreen… seja qual for o nome, a APPLE vai mesmo entrar na Televisão

Depois de muita especulação, volta a… especulação.

E que melhor momento do que as mudanças na empresa com a saída de Steve Jobs de CEO e os dias sem fim de belíssimos posts de entusiastas, fãs e amigos da marca e do homem a prestarem-lhe homenagem e a interpretarem à letra as suas palavras de que “o melhor da APPLE ainda está para vir”.

apple tv new

Depois dos inúmeros posts já escritos sobre o tema, a Venture-Beat recupera-o. Brinca até e cria uma mockup para ilustrar o artigo. E inclui igualmente o vídeo da CORNING para reforçar a ideia que muitos já haviam esquecido, ao falar da Apple e da televisão: é que a marca da maçã não esgotaria a sua entrada na TV apenas reduzindo-se a uma caixinha ligada por um cabo.

Como parece querer relembrar a Venture-Beat (e a meu ver, bem) a APPLE é obcecada por controlar todo o produto. E se enquanto a Google-TV, tal como nos telemóveis, dependeu dos fabricantes de dispositivos, a APPLE quererá deter o fabrico ela mesma e oferecer-nos, assim o esperamos todos, mais uma revolução numa área há muito estagnada vai para décadas e, pior, anualmente alvo de especulações de que “agora é que é” – e nunca mais é.

Veremos, portanto, se 2012 ou 2013 abrem um pouco mais ou revelam por completo do que por aí virá. E já agora, se têm mais links ou info sobre o tema, partilhem-nos abaixo nos comentários p.f.

;)

Grandmothers-chair

O Design

Este era para ter sido outro post. Daqueles sobre alguma empresa relacionada com alguma rede social, ou sobre algum programa de televisão ou rádio. Mas a meio caminho nas leituras de um dos raros fins-de-semana em que pouco toquei em trabalho, refugiei-me numa das minhas paixões secretas (not anymore…) que é o design. Mais particularmente, no design de objetos, de casas, interiores, exteriores (claro também a arquitectura) e a reboque de tudo isto, sempre lado a lado: a fotografia.

O design, já vocês o sabem, é a razão de sucesso das empresas no novo século – não falo do lado esteta, não se confunda a ‘aparência’ do design nem tão pouco também se viaje até aos antípodas e se pense apenas na função. Nem uma coisa nem outra. Ou como qualquer workshop que já tenham tido com o Cayatte vos dirá, é o pensamento do design, a solvabilidade e a procura pela solução perfeita para todos os constituintes do problema. No meu caso, a transposição disso mesmo, depois, num objeto que guarda como testemunho a obra feita – a fotografia – que consegue elevar ainda mais toda esta magia a momentos de regozijo e inspiração.

Deixo abaixo 3 recentes descobertas de um sítio recomendadíssimo (www.freshome.com) por onde passo frequentemente e onde relembro os vários ensinamentos de vários livros dedicados a essa revolução que é o pensamento do design aplicado às empresas.

Pode não parecer, mas estão aqui 3 excelentes ideias para aplicar a um daqueles vossos novos projetos… acreditem.

Pois seja numa cadeira que pode ser sempre reinventada ou numa decoração de uma casa de banho que não precisa ser simplesmente um lavabo e as restantes peças da Valadares, há muito por onde nos deixarmos inspirar – mas muitíssimo mais importante: questionar.

Sei que pode ser estranho como modesto convite para início de semana, mas experimentem algumas destas belíssimas soluções de design como exercícios para a procura de solução a alguns dos vossos próprios problemas empresariais. E se tiverem alguns links para partilha, deixo desde já o meu obrigado por antecipação aos que os deixarem na caixa de comentários abaixo!

;)

Picture 4

How does WEDDAR feels in the World?

Weddar é uma APP comunitária criada para iPhone, que nasceu no dia 25 de Abril em Portugal mais concretamente nas Caldas da Rainha.

Por detrás da criação e desenvolvimento deste projecto, estão Ricardo Fonseca (gestor) e Gonçalo Catarino (designer).
É uma aplicação que disponibiliza informação sobre o tempo (meteorológico) em tempo (cronológico) real em qualquer parte do mundo, a partir do google maps e a interacção dos utilizadores.
O funcionamento do Weddar é simples, permitindo ao utilizador tanto relatar como sente o tempo no local onde se encontra, quer solicitar essa informação sobre qualquer lugar no mundo.

No fundo é um FourSquare sobre tempo.
Esta ideia gerou uma comunidade mundial em pouco tempo e hoje está presente em mais de 90 países no mundo.

O interface é bem desenhado, intuitivo e junta uma série de opções que ajudam a alimentar a comunidade Weddar.

Brevemente estará disponível para Android.

logo big brother programa tv

Big Brother: Endemol lança votações para o programa de Tv com o Facebook

É oficial.
A partir de agora, na Alemanha, mas brevemente em todo o mundo, se quiserem expulsar um concorrente do BigBrother já não precisam ficar dependentes do telefone. Agora podem também optar por usar os vossos Facebook-Credits. O press-release da Endemol que anuncia a novidade saiu esta semana, aqui.

endemol logo

A proeza deve-se à empresa AT Agilemedia, que já em maio havia anunciado a conclusão do desenvolvimento da sua plataforma interativa, até aqui muito centrada no tele-voto, mas agora também focada no online.

Press-release da empresa AT Agilemedia aqui e artigo aqui.

Ultrapassando assim o que era uma bandeira do Britain’s Got Talent, o popular programa de talentos inglês, eis de novo o BigBrother na crista da onda.

A ideia é simples, portanto: através de uma aplicação que recorre ao sistema de pagamentos do Facebook, a Endemol espera assim aumentar o envolvimento com os targets mais jovens e web-orientados, que permanecem ligados a dois ecrãs enquanto o programa decorre e que fazem das redes sociais a sua segunda casa.

“Being able to vote using Facebook will give ‘Big Brother’ fans a whole new way to get involved in the decision about who leaves the house,” said Dr Georg Ramme, Head of Commercial at Endemol Germany. “The Facebook voting app is designed for a generation of fans who have grown up with social media, regularly chat about reality TV on Facebook and comment on events in these programmes. It is this usage of social media that made us decide to expand online offers for our popular TV programmes.”

Como explica o press-release, por cada 7 facebook-credists (~0.49€) os utilizadores com 18 ou mais anos podem decidir qual o concorrente nomeado que desejam expulsar, bastando para isso seleccionar a opção “out!”. Os facebook-credits podem ser carregados através de transferência directa, por cartão de crédito ou PayPal.

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