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Audiências televisivas e redes sociais


Depois de uma sessão muito interessante a convite do Bruno Figueiredo, onde pude partilhar para um sector muito a leste das questões ligadas à Comunicação Social o que para nós é o impacto das redes sociais, eis senão quando ele mesmo, instigado pelo tema, me partilha nova ligação relacionada: The Relationship Between Social Media Buzz and TV Ratings

De facto tenho recebido cada vez mais textos do género. E não há como fugir. As redes sociais podem ser um barómetro do sucesso de um programa de televisão ou de rádio, como podem ser um engano. Podem ajudar-nos a identificar os conteúdos mais afinados para o nosso público-alvo, ou podem ser erróneas se não analisarmos quem escreve e porquê. Podem, como qualquer ferramenta, ser úteis. Mas acima de tudo, na nossa equipa, acreditamos que as redes sociais devem ser uma extensão natural dos programas.


Antes de procurarmos aumentar audiências, procuramos maximizar o envolvimento com o núcleo duro de fãs de um programa, os espectadores assíduos, a turma que nos explica tanto quanto nós tentamos fazê-lo, aqueles com quem nos sentimos tão à vontade que sabemos, no mural de um facebook ou twitter, que estamos entre amigos.Encontrados e conquistados estes, sabemos que a partir daqui podemos ambicionar mais do que isso. Mas sem isto, e por mais que alguns achem que isto é apenas uma visão romântica do negócio, não é. É a mais pura das razões de sucesso de projetos como o “5 Para a Meia-Noite” ou o “Último a Sair”. Claro que além destes nem em todos se aplica a mesma escala. Mas na génese, está lá.

Analisando friamente os números, e como esta ligação acima também comprova, está ainda longe o cenário de poder fazer correlações do género em targets acima dos 35 anos. E essa ainda é uma das maiores dificuldades para se generalizarem estas ideias. Quem nos dera! Mas infelizmente, basta olharmos para as audiências televisivas mais em detalhe. Um programa de cabo e num canal com um target bem afinado como por exemplo a Sic Mulher, torna-se mais simples fazer esta análise. Sobretudo se ainda por cima, programa e canal, têm excelente afinidade com muito do público que também usa as redes sociais, e natural é portanto ligar o sucesso de um “Querido Mudei a Casa” e até conseguir fazer um paralelismo com os 225.000 seguidores no facebook.

O mais difícil, porém, é em programas e canais generalistas, onde a dispersão de targets por vezes é enorme não apenas nos grupos etários como também ao nível da região. E aqui, seria excelente de facto podermos tirar ligações imediatas, mas nem sempre isso sucede. Vamos, portanto, acompanhando os estudos e o desenvolvimento de conhecimento nesta área. E naturalmente, com o tempo, ganhando maior massa crítica e base de estudo para cimentar mais decisões ao nível da produção de conteúdos e programação dos mesmos, tendo por base as redes sociais.

O que a ligação das redes sociais com os programas e a sua audiência também têm despertado é uma necessidade premente de ter tempo, para analisar constantemente o feedback e conseguir fazer a partilha e degustação do mesmo. E tempo, infelizmente, escasseia cada vez mais.

Não surpreende, portanto, que projetos televisivos nos Estados Unidos tenham, nas suas equipas Web, cerca de 11 ou 8 ou 6 elementos – dedicados. A produção televisiva em cima da atualidade e com a capacidade de afinação permanente ao gosto dos espectadores exige cada vez mais recursos diferentes de um processo que, antes, se fazia ao longo de meses e se afinava de uma temporada para a seguinte. Os números, agora, fazem-se muitas vezes ouvir de um episódio para o outro. E as redes sociais são mais uma fracção que acabam de entrar numa fabulosa equação que nem sempre é fácil resolver no tão curto e sobrecarregado espaço de tempo que hoje em dia todos vivemos.

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Facebook: Ninguém quer comprar acções…

As acções do Facebook, são transacionadas no mercado secundário em leilão e pela primeira vez ninguém quis comprar! A conjuntura económica não pode ser a justificação…

Michael Arrington, reparou neste facto e publicou o seguinte post no seu blog pessoal- Uncrunched:

SECONDMARKET FACEBOOK AUCTION #43 FAILS TO CLEAR ANY SHARES

All this year TechCrunch and others were covering the weekly SecondMarket auctions for Facebook stock. 2.7 million shares, for example, cleared in aggregate the first five auction at prices ranging from $21.01 to $28.26 per share.

The auctions have continued, but there haven’t been the dramatic price increases or decreases needed to trigger the rabid coverage. But today, for the first time I believe, SecondMarket was unable to clear any shares at all in the auction.

The weighted average offer price for this week’s auction was $33.91, roughly in line with the clearing price for last week’s auction. But the weighted average bid price was just $28.15. Zero shares cleared the market, meaning no shares changed hands.

Why? The WSJ article this week pouring cold water on rising startup valuations, and suggesting that venture cash was drying up, was almost certainly the cause. Whether or not there was much truth to the article, things like that can and do freak buyers out and cause them to step back. No one wants to buy at the top of the market.

What really matters is whether or not things pick back up next week or the week after. And whether or not sellers will take lower prices in the $20s to cash out of Facebook.

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Facebook com aplicação para iPad

Finalmente o Facebook disponibilizou a aplicação para o iPad.

Com boa usabilidade e com quase todas as funcionalidades do site disponíveis na aplicação. Digo, quase porque falta a videochamada integrada com Skype , que seria simpático para os utilizadores de iPad 2.

Mais informação e download aqui: http://www.facebook.com/mobile/ipad

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Facebook: Uma mudança radical [Video]

O evento do Facebook para programadores - f8 , começou com o ator Andy Samberg a imitar o fundador e CEO do Facebook – Mark Zurckerberg.
Um momento, de humor interrompido por Mark Zurckerberg :-)
Veja o video com o início do evento:

 

Mark Zuckerberg, seguiu depois com a  apresentação onde mostrou uma alteração profunda e radical ao Facebook.

A melhor forma para descrever todas estas alterações e novidades, é:
Como uma Rede Social se transforma num grande ecossistema de entretenimento e comércio electrónico (de bens e serviços digitais).

Um redesign total com uma excelente usabilidade e com muito, mas muito, mais conteúdo.

Veja o vídeo de uma das novas funcionalidades: Timeline


Timeline is your collection of all the top photos, posts and apps that
help tell your story. Learn more at http://www.facebook.com/about/timeline.

Relacionados:
Apple, Google, Amazon e Facebook: “O bando dos quatro”

O quinto poder

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O “MySpace” vai falhar porque:

A luta titânica entre as maiores empresas (e aquelas que já foram maiores) pela sobrevivência e liderança no mundo das redes sociais está longe de terminar.

Amanhã/hoje, 22 de Setembro de 2011, é a vez do Facebook revelar grandiosas (é sempre assim que todas elas o promovem) novidades no seu evento “f8”. Lembro-me, há 2 anos atrás, pela parceria firmada com a empresa de Zuckerberg,  quando em primeira mão soubemos e vimos a preparação do famoso “LIKE!”, bem como as novidades para as páginas públicas (na altura fan-pages). Percebia-se que poderia ser algo que funcionaria… ou não. Mas funcionou. E como! No entanto, um ano depois, o já tão badalado “Places” continua a definhar e ao que parece será mesmo descontinuado. Mas isto é mesmo assim. E é o pragmatismo americano a falar. Umas ideias funcionarão. E outras não. As que suprirem necessidades, essas, não só funcionarão como ainda crescerão e replicar-se-ão pelas restantes redes sociais que logo irão imitar o mesmo princípio activo.

Mas não ficamos por aqui.

O novo “Myspace” também trará novidades. Diz-se que lá para outubro, agora que até já o cantor Justin Timberlake é um dos novos investidores (de relembrar que a News Corp adquiriu a empresa em 2005 por cerca de 400 milhões de euros e vendeu agora  à Specific Media por cerca de 25). E o que será o “Myspace” agora? O que pode, aliás, ser uma rede social que até já pretende ser diferente mas que continua a insistir no nome que a marcou? Pelos vistos há quem sublinhe que a vertente musical se manterá e será a tónica, mas parece que ainda há quem não se tenha apercebido do crescimento de redes como o Reverbnation ou da explosão do YouTube como a nova e magnânime jukebox (nos EUA, VEVO) ou do que até mesmo o Facebook se prepara para abraçar ao nível dos conteúdos vídeo e áudio.

Portanto, o problema que se coloca ao novo/renovado “Myspace” não é do que será, é de qual a necessidade que vem suprir nesta altura no mercado global das redes sociais. Acreditamos todos que nesta fase do campeonato e depois de um relançamento falhado há precisamente 1 ano a empresa já se tenha libertado do dilema pessoal de ter de provar a si mesma que não está à deriva… Porque se assim for, o “Myspace” falha. Outra vez. E de vez.

O Google+, por exemplo, não vem suprir qualquer necessidade atualmente existente para nós. Só para o próprio Google. Daí que as semelhanças sejam imensas com o Facebook. E daí que após o boom inicial de crescimento a taxa de fidelização esteja agora a demonstrar o que a rede efetivamente vale no momento. Bom, ela valerá mais para nós em breve, acreditamos todos, e será talvez relevante e necessária, sobretudo depois de mais amigos e familiares nossos lá estarem, mais marcas pelas quais somos apaixonados lá estarem, e todos os serviços Google lá estejam a funcionar em pleno e de forma cruzada. Nessa altura, com o ecossistema em pleno, talvez passemos a dizer o oposto, que o Facebook já não supre o rol de necessidades que o G+ resolveu. Veremos.

Para já uma coisa é certa – as principais redes sociais de sucesso são regra geral apenas uma em cada um dos seus espaços: YouTube, Facebook, Flickr, Twitter, LinkedIn, Foursquare, Qik (até aqui o duelo com o Kyte terminou recentemente, com a compra deste e a sua passagem para o segmento pago e profissional), etc., etc. Ainda subsistem vários casos, em vários nichos, de duas ou mesmo três redes sociais que combatem ferozmente por um espaço claro de liderança (veja-se por exemplo o Tumblr vs. Posterous) mas talvez isso seja mais por não estar amadurecido esse segmento de mercado e encontrada a pedra filosofal do mesmo, do que propriamente por haver espaço para duas. Regra geral, há sempre uma que se impõe. É a lei do mais forte. E da economia de escala.

Para o caso que aqui interessa, nesta reflexão, é qual o papel que os novos investidores terão na definição do novo “Myspace” e o que a rede pretenderá ser. E sobretudo, talvez uma das razões que mais me leva a dizer que o “Myspace” falhará, é a falta de um líder e fundador que tenha efetivamente poder de decisão na estratégia da empresa. Basta aliás considerar a lista “Media Guardian 100” deste ano, nas primeiras posições. Ou então, e isso sim seria para mim o surpreendente e o volte-face, em outubro não seria revelado pelo “Myspace” nenhum novo posicionamento, nenhum novo logótipo, funcionalidades ou outras coisas mais, mas simplesmente um líder com verdadeira capacidade de levar a empresa em frente… Ah, mas nem assim, porque os líderes não se anunciam, antes demonstram pelo seu trabalho e resultados que o são (e a resultados acrescente-se “sustentados”).

Bom,  uma coisa é certa: por mais genial que seja a (nova) ideia, o branding, a promoção e o evento e tudo o resto – meus senhores e novos detentores do “Myspace”, por favor, quando agora relançarem a rede, não façam como há um ano, em que no dia do arranque no renovado “my____” e até nos dias seguintes, por vezes nem mesmo o login e nem os vídeos funcionavam de forma estável…

NIELSEN: Social Media Report: Q3 2011

NIELSEN: The Social Media Report Q3 2011

A popularidade da Social Media continua a crescer nos EUA. As redes sociais e os blogs conseguem quase 80% de cobertura dos utilizadores e 25% do tempo de utilização de internet.

Principais conclusões

  • A consulta de redes sociais e blogs representam 25% do tempo dos americanos na internet
  • Quase 4 em cada 5 utilizadores de Internet visitam redes sociais e blogs
  • 40% dos utilizadores acedem ás redes sociais através de aplicativos móveis.
  • As mulheres vêm mais vídeos nas redes sociais e blogs do que os homens. Contudo, os homens vêm mais tempo do video.
  • 53% dos utilizadores de social media seguem uma marca enquanto 32% seguem celebridades.

Consultar o relatório da Nielsen

The value of a fan?

O Valor de um fã

A Millward Brown e a Dynamic Logic, em cooperação com a Federação Mundial de Anunciantes (WFA) publicaram, há uns 3 ou 4 meses, um estudo sobre o que é que as pessoas em todo o mundo ganham ao tornarem-se fãs de marcas, o que é que os marketers globais esperam das redes sociais e que benefícios as páginas de fãs trazem para cada um destes grupos.

Entre outras coisas o relatório identifica o valor percebido que as redes sociais têm para os marketers.

Dos membros da WFA que participaram no estudo, 85% referem que a página de fãs é mais um meios de obter insights adicionais e aumentar a fidelidade, enquanto 80% citaram ! a oportunidade de aumentar o eco dos defensores das marca. Dos membros da que participaram, 96% estão a investir mais nessa área e 27% estão a descobrir que a execução de uma página de fãs, leva mais tempo e dinheiro do que o previsto.

Duncan Southgate, Director Global de Inovação na Millward Brown, referiu:

“A expectativa dos fãs das marcas presentes nas redes sociais está permanentemente a aumentar e o estudo O Valor de um Fã” parece demonstrar que os marketers só de lá tiram o que lá colocam dentro. Marketers que não adicionem regularmente conteúdos novos e interessantes nas suas páginas de fãs e que não levem a sério o que os seus fãs querem dessa página, estão a perder uma oportunidade de construir lealdade entre alguns de seus consumidores mais importantes. “

É o que eu tenho dito sempre. A maior parte das marcas e suas agências entraram nas redes sociais da mesma forma como entram noutro meio qualquer. No caso das redes sociais o envolvimento tem de ser estrategicamente bem pensado, o investimento têm de ser sério, constante e a longo prazo. Ainda hoje em dia se vêm coisas estupidas como campanhas de Tabs em facebook tal como se fosse uma campanha de banners e mesmo que se capte a atenção de milhares de fãs (e volto a referir que quantidade não é sinónimo de qualidade) não se pode logo a seguir deixar cair esses mesmos fãs.

A relação têm de ser 1 to 1, constante e a longo prazo, tal como a relação que tínhamos (ou felizmente alguns de nós ainda têm) com o Sr. Manel da mercearia da esquina, e que nos levava ano após ano a comprar no Sr. Manel mesmo que os produtos dele fossem um pouco mais caros, mas o Sr. Manel, preocupava-se connosco, com a família, sabia os nossos nomes, qual a marca de manteiga que consumíamos. O único problema do Sr. Manel foram as grandes superfícies, e muitos dos Sr. Maneis terem tentado competir com elas, quando a solução não passava por ai, mas sim pela relação. Muitos passaram a ser antipáticos com os mais idosos, ou com os mais novos, pensando apenas em quem gastava mais e isso a pouco e pouco têm vindo a matá-los.

É de relações humanas que vive o homem, seja ele marca, empresa, agência, consumidor… ou merceeiro. E isso irá sempre prevalecer em relação a tudo o resto. As redes sociais só tiveram êxito por causa disso mesmo. Isto parece-me claro como a água, este estudo só vêm provar mais uma vez que aquilo que é verdadeiro e sincero funciona melhor a longo prazo.

Podem consultar aqui o estudo.

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Twitter: 5 Anos = 200 milhões contas [Infografia]

O Twitter comemorou o quinto aniversário no dia 15 de Julho, e conta já com 200 mil utilizadores registados e mais de 350 mil milhões de mensagens / tweets enviados diariamente. Impressionante! O crescimento desta rede social vai ganhar um novo fôlego em Setembro, com a integração no sistema operativo iOS 5 (para dispositivos móveis da Apple: iPhone, iPod Touch e iPad).

Veja a infografia com os principais marcos da história dos 5 anos do Twitter.

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Videoconferência no Facebook com Skype

Depois de alguma especulação, o portal facebook anunciou ontem três novidades:

  1. Uma nova side bar com os amigos com quem se faz chat mais vezes.
  2. Chat em grupo – possibilidade de fazer uma comunicação chat com um grupo de
    utilizadores (amigos ou não).
  3. Vídeo-conferência com tecnologia Skype.

Esta última funcionalidade, é talvez o desenvolvimento mais relevante que a facebook apresentou nos últimos tempos, já que oferece, a 750 milhões de utilizadores, a possibilidade de vídeo-conferência instantânea.

Apesar de ainda não estar disponível genericamente para todos os utilizadores, para os mais apressados you can get it now.

Fonte: Call Your Friends Right From Facebook e Vídeochamada chega ao Facebook

Relacionados:
Facebook avança com integração do Skype para “responder” ao Google+

Microsoft adquire Skype

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How does WEDDAR feels in the World?

Weddar é uma APP comunitária criada para iPhone, que nasceu no dia 25 de Abril em Portugal mais concretamente nas Caldas da Rainha.

Por detrás da criação e desenvolvimento deste projecto, estão Ricardo Fonseca (gestor) e Gonçalo Catarino (designer).
É uma aplicação que disponibiliza informação sobre o tempo (meteorológico) em tempo (cronológico) real em qualquer parte do mundo, a partir do google maps e a interacção dos utilizadores.
O funcionamento do Weddar é simples, permitindo ao utilizador tanto relatar como sente o tempo no local onde se encontra, quer solicitar essa informação sobre qualquer lugar no mundo.

No fundo é um FourSquare sobre tempo.
Esta ideia gerou uma comunidade mundial em pouco tempo e hoje está presente em mais de 90 países no mundo.

O interface é bem desenhado, intuitivo e junta uma série de opções que ajudam a alimentar a comunidade Weddar.

Brevemente estará disponível para Android.

logo big brother programa tv

Big Brother: Endemol lança votações para o programa de Tv com o Facebook

É oficial.
A partir de agora, na Alemanha, mas brevemente em todo o mundo, se quiserem expulsar um concorrente do BigBrother já não precisam ficar dependentes do telefone. Agora podem também optar por usar os vossos Facebook-Credits. O press-release da Endemol que anuncia a novidade saiu esta semana, aqui.

endemol logo

A proeza deve-se à empresa AT Agilemedia, que já em maio havia anunciado a conclusão do desenvolvimento da sua plataforma interativa, até aqui muito centrada no tele-voto, mas agora também focada no online.

Press-release da empresa AT Agilemedia aqui e artigo aqui.

Ultrapassando assim o que era uma bandeira do Britain’s Got Talent, o popular programa de talentos inglês, eis de novo o BigBrother na crista da onda.

A ideia é simples, portanto: através de uma aplicação que recorre ao sistema de pagamentos do Facebook, a Endemol espera assim aumentar o envolvimento com os targets mais jovens e web-orientados, que permanecem ligados a dois ecrãs enquanto o programa decorre e que fazem das redes sociais a sua segunda casa.

“Being able to vote using Facebook will give ‘Big Brother’ fans a whole new way to get involved in the decision about who leaves the house,” said Dr Georg Ramme, Head of Commercial at Endemol Germany. “The Facebook voting app is designed for a generation of fans who have grown up with social media, regularly chat about reality TV on Facebook and comment on events in these programmes. It is this usage of social media that made us decide to expand online offers for our popular TV programmes.”

Como explica o press-release, por cada 7 facebook-credists (~0.49€) os utilizadores com 18 ou mais anos podem decidir qual o concorrente nomeado que desejam expulsar, bastando para isso seleccionar a opção “out!”. Os facebook-credits podem ser carregados através de transferência directa, por cartão de crédito ou PayPal.

VW Dark Side

VW e o poder oculto da força da publicidade

Pois é, escutando um rápido buzz do nosso pai de família aqui no blog (Obrigado, Nuno!), eis que descubro que o tão aclamado e até premiado este ano em Cannes anúncio da Volkswagen é agora, precisamente, o gancho com que a Greenpeace brinda a marca, e nós todos, com um apelo:

chamar à VW o lado bom que ainda há nela, para que canalize a sua força não para o mal, mas para cortar nas emissões de CO2 como, alegadamente, garante a Greenpeace, parece não querer fazê-lo.

A página da campanha da Greenpeace está alojada em http://vwdarkside.com, e não deixa de ser uma delícia a forma como a associação ambientalista tenta captar a atenção:

  • vídeos com a estética e imagens copiadas do anúncio original, e recorrendo a crianças que reproduzem as figuras da saga de George Lucas
  • a música e efeitos sonoros do filme plenamente bem encaixados
  • a Estrela da Morte agora com o símbolo da marca de carros alemã
  • e até um apelo, não ao ambientalista que há em nós, mas ao Jedi que há em nós

O vídeo da Greenpeace, “The dark side of VW” já foi colocado e logo depois banido e removido do YouTube (link do vídeo onde estava o clipe VW- The Dark Side), o que nestas coisas sempre dá um ar mais intenso à quezília, mesmo que tenha sido por uso indevido da trilha sonora detida em direitos pela Lucas Film (pena para a Volkswagen, que poucos irão pensar isso…).

No mínimo delicioso, portanto. Sobretudo para um tipo com alma de publicitário e de meio libertino aqui como o vosso escriba.

Fica portanto do vosso lado acompanhar e opinar, sendo que de uma coisa a VW não se livra, que é de todos seguirmos mais um episódio onde uma marca de gingantes terá de lidar com pinças o que se passa e se diz única e exclusivamente na net… por enquanto.

O vídeo da polémica:

Algumas frases de Jedis deixadas no site da Greenpeace:
http://www.nugerama.co.uk/hw/vwdarkside.swf

Para quem não pôde ver o anúncio original da VW, aqui fica:

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