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VW Dark Side

VW e o poder oculto da força da publicidade

Pois é, escutando um rápido buzz do nosso pai de família aqui no blog (Obrigado, Nuno!), eis que descubro que o tão aclamado e até premiado este ano em Cannes anúncio da Volkswagen é agora, precisamente, o gancho com que a Greenpeace brinda a marca, e nós todos, com um apelo:

chamar à VW o lado bom que ainda há nela, para que canalize a sua força não para o mal, mas para cortar nas emissões de CO2 como, alegadamente, garante a Greenpeace, parece não querer fazê-lo.

A página da campanha da Greenpeace está alojada em http://vwdarkside.com, e não deixa de ser uma delícia a forma como a associação ambientalista tenta captar a atenção:

  • vídeos com a estética e imagens copiadas do anúncio original, e recorrendo a crianças que reproduzem as figuras da saga de George Lucas
  • a música e efeitos sonoros do filme plenamente bem encaixados
  • a Estrela da Morte agora com o símbolo da marca de carros alemã
  • e até um apelo, não ao ambientalista que há em nós, mas ao Jedi que há em nós

O vídeo da Greenpeace, “The dark side of VW” já foi colocado e logo depois banido e removido do YouTube (link do vídeo onde estava o clipe VW- The Dark Side), o que nestas coisas sempre dá um ar mais intenso à quezília, mesmo que tenha sido por uso indevido da trilha sonora detida em direitos pela Lucas Film (pena para a Volkswagen, que poucos irão pensar isso…).

No mínimo delicioso, portanto. Sobretudo para um tipo com alma de publicitário e de meio libertino aqui como o vosso escriba.

Fica portanto do vosso lado acompanhar e opinar, sendo que de uma coisa a VW não se livra, que é de todos seguirmos mais um episódio onde uma marca de gingantes terá de lidar com pinças o que se passa e se diz única e exclusivamente na net… por enquanto.

O vídeo da polémica:

Algumas frases de Jedis deixadas no site da Greenpeace:
http://www.nugerama.co.uk/hw/vwdarkside.swf

Para quem não pôde ver o anúncio original da VW, aqui fica:

marcas

Internet – Gestão de Conteúdos, Gestão de Marcas ou Criação de Marcas?

poder das marcas na web

A provocação tem uma razão: convidar-vos a um debate que tão cedo nunca cessará, e que se rodeia de milhentos factores que nunca farão o consenso vir ao de cima (é impossível, dada a panóplia de casos e circunstâncias) mas que no aceso da conversa nos façam por vezes clarear ideias, conceitos e estratégias.

Sobretudo na área dos Media, os conteúdos são rei, rainha, princesa, príncipe, madrasta, bruxa, bobo e o que mais quiserem. São tudo. Ou quase tudo - porque as marcas também representam um papel fulcral. Tal como nos bens de consumo, numa prateleira de supermercado a embalagem conta, a posição em altura do produto conta, o preço conta, e claro, a marca conta. Também não é diferente com os conteúdos e também por isso na Web as marcas têm um poder incomensurável. Dezenas de sítios e blogues oferecem boa informação, entretenimento, formação, opinião, etc. Mas as marcas produzem um factor diferenciador imbatível junto de um público que cada vez tem mais oferta. E quando falo de marcas, falo de todas. Desde a marca do grupo, à marca do canal/publicação/estação, ou até mesmo às pessoas que dão voz, rosto, assinatura – essas não raras vezes são mesmo as mais poderosas marcas.

Mas convém não esquecermos que a maioria dos produtores de conteúdos neste momento presente na Web em Portugal já o era antes da própria Web. E, para o que aqui nos interessa, o mesmo acontece às marcas.

As marcas que foram criadas para a imprensa, rádio ou televisão, foram-no (bem como os seus conteúdos) de forma pensada, reflectida, estudada, estrategicamente afinados os posicionamentos e refinados ao longo de anos, umas mais que outras. E foram quase sempre marcas que nasceram para essa plataforma. E tiveram sempre por base marcas vizinhas em segmentos de mercado de conteúdos concorrentes.

Mas na grande maioria dos casos, o que ainda hoje temos é a transposição das marcas dos restantes meios para a Web. Muitas das vezes, do mesmo grupo, canibalizando-se até. Todos temos feito o mesmo – experimentado, testado, aproveitado o capital de credibilidade, relevância e a atracção automática de uma audiência fiel como garante de um mínimo de sustentabilidade. Mas fará isto ainda sentido, lato senso? Porque simplesmente os conteúdos já estão feitos e disponíveis, deverão as marcas estar na Web, todas elas, simplesmente porque sim, porque é possível, porque há ‘espaço’? Não deveriam as empresas também dedicar a mesma preocupação em criar marcas na Web como fizeram para criar uma marca para a imprensa, a rádio ou a tv? Ou pelo menos equacioná-lo mais vezes? Porque todas as marcas se atiram para a Web misturando-se muitas vezes caoticamente no seio do mesmo grupo? Será apenas para não frustrar os subscritores a irem ao Google e descobrirem que a sua marca, afinal,  não tem site e não pode assim encontrar as peças que lê/ouve/vê no meio original?

Grupos de comunicação social detêm por vezes dezenas de marcas. E esta riqueza é também um desafio. Eu diria aliás: o desafio. E também por isto a Web é fascinante. Pelo menos para mim, esta é de facto uma das reflexões que tem levado a um maior aprofundamento e pesquisa nos últimos anos.


É interessante observar como, por toda a Web, vemos variadíssimos casos de sites de sucesso e com marcas nascidas aí. Mas é bem mais escasso ver criação de projectos e marcas exclusivamente pensadas para a Web vindas de grupos de comunicação social. Talvez, no fundo, tudo se resuma ao facto de na Web – em Portugal – ainda não ser possível obter uma rentabilidade interessante com um projecto dedicado, fruto do investimento em recursos humanos e técnicos . Ou talvez o mercado publicitário na web ainda não esteja preparado e amadurecido.

Falava-se no início que o “jornal i” seria um projecto exclusivamente digital, mas depois lá veio o papel. A Sic e a Tvi posicionaram a sua aposta de informação na Web usando as marcas dos respectivos canais de cabo: Sic Notícias e Tvi24, com isto isto acarretando mais desvantagens que vantagens (opinião pessoal minha). E outros casos há em que sai mais reforçada a ideia de que na comunicação social a Web é mesmo mais uma extensão de marcas já existentes e a capitalização das mesmas, do que berço de novas. Olhando desde logo para o ranking Netscope, se excluirmos os  naturais portais, encontramos no top de sítios o  bem sucedido “Mais Futebol” e só depois na 28ª posição o Diário Digital. E depois disso temos de descer bem mais na tabela. Fala-se num projeto que nascerá em breve pela mão de Emídio Rangel, na rádio, imprensa, web e quem sabe TV; será interessante acompanhar aí, avançando o projeto, que estratégia neste campo das marcas foi definida e será implementada.

E com isto, vai-se escapando o tempo para abordar a questão dos conteúdos. Tão ou mais importantes para este debate. Mas deixo a questão de fundo,  para escutar as vossas opiniões, dúvidas, ideias e críticas.
A caixa de comentário abaixo é toda vossa!
;)

xmen-firstclass

X-Men: First Class

A saga X-Men, continua… a estreia de X-Men:First Class está agendada para 3 de Junho nos Estados Unidos.
Na “Primeira Classe”, Professor Xavier (Charles Xavier) e Magneto (Erik Lehnserr), eram dois jovens que descobriam os seus poderes de mutantes e em conjunto tentam impedir a guerra nuclear.
A história promete muita ficção, animação e claro muitos efeitos especiais.
Come June 3, X-fans will take a journey into the past when “X-Men: First Class” hits theaters…and now you can get your first look at all the amazing action and adventure in store!
Journey back to the time of the Cuban Missile Crisis in this stunning trailer and witness the beginnings of Charles Xavier and Magneto’s longstanding rivalry as James McAvoy and Michael Fassbender bring the characters’ early days to life on the big screen!
Don’t blink for a second, otherwise you might miss your first look at Emma Frost, Havok and Mystique showing off their powers and much, much more!

 

Este é o primeiro X-Men produzido pela Marvel depois da sua aquisição pela Disney (em Agosto de 2009).
Veja o trailer:
Siga no Facebook: X-Men:First Class

Transmedia

transmedia

Quando em 2007 tive o privilégio de conhecer em primeira mão o projecto “The Truth About Marika”, estava longe de imaginar que uns anos mais tarde estaria toda a indústria televisiva e cinematográfica, e até de bens de consumo, a lidar com o termo que fora baptizado em 2003 no MIT.

Resumidamente, por Transmedia podemos falar de uma história que é contada utilizando narrativas paralelas que no seu todo compõem uma só. Usando como exemplo a conhecida saga de “Star Wars”, o processo de Transmedia conduz e define desde o rumo das histórias e personagens dos filmes,  até às das bandas-desenhadas, jogos de consolas, merchandising, etc., etc.

A Verdade Sobre Marika

Graças ao esforço da responsável pelos projectos de TV Interactiva na EBU (rede de operadores públicos europeus de televisão e rádio), Nicoletta Iacobacci, eu e uns quantos sortudos que até aí estavam fartos de fazer Tv, Rádio e Web de forma desintegrada pudemos, então, tomar contacto com alguns dos principais projectos nesta área, figuras de proa e até ir aprendendo directamente com os próprios.

A chance mais recente foi em 2010 com Jeff Gomez, que também em 2010 explicou como este processo de Transmedia havia já dado origem na Producer’s Guild of America à categoria técnica de nome próprio e como, para a própria Coca-Cola, havia sido a sua empresa, a Starlight, a dar eco ao sucesso da campanha “Hapiness Factory”, que havia nascido como qualquer outra, mas que entretanto fora desenvolvida para 5 anos toda a estratégia em torno do universo entretanto criado.

Jeff Gomez – Case-study Coca-Cola

Por cá, em 2009, tudo isto dava os primeiros frutos quando juntamente com a RTP2 pude desenvolver o projecto do “5 Para a Meia-Noite“. E desde então, de partida para uma 4.ª série, custa a crer como o tempo correu.
A verdade é que projectos pensados de forma multiplataforma, coerentemente e complementarmente, fogem em muito às regras estabelecidas de planeamento regulares. Obrigam a envolvência muito mais atenta de pessoas que tradicionalmente se encontram em fases distintas dos processos de produção (e por vezes nunca se chegam a conhecer, até) e obrigam ainda a dose reforçada de monitorização, realinhamento e acerto.

Nada é um produto verdadeiramente fechado e acabado. E os guiões servem apenas como a principal base. Nesse aspecto, o boom das redes sociais veio ajudar um pouco a que mais gente percebesse e se aliciasse pelo fim da ‘campanha’ previamente concebida, elaborada e fechada, e se dedicasse a trabalhar na relação (a curto, médio ou longo-prazo). Até mais do que isso, veio ajudar a quem sabia que os modelos estavam perto de esgotar-se e era preciso “fazer mais”, ou “fazer melhor e diferente”.

Como texto de arranque à minha participação neste cantinho da web, respondendo ao simpático convite do fundador e até vendo ainda não constar nada de Transmedia no arquivo, espero que o tema vos desperte, mais do que a curiosidade, a dedicação que a mim me tem feito perder umas quantas horas de sono. Apelo, portanto, a uns minutos mais do vosso tempo para a excepcional conferência TEDx, dedicada por inteiro ao tema e que tem todas as intervenções disponíveis aqui »

Transmedia na Wikipédia

Há Vida na Internet – Google, Facebook

Foi lançada ontem a curta metragem A Life on Facebook, realizada por Maxime Luère, é a história de um homem contada através da interface do Facebook.

A ideia não é nova, faz agora um ano que o Google lançou no Youtube Search Stories, usando também a sua interface. Na página do Youtube criada para sustentar a campanha, os utilizadores eram convidados a criar e contar as suas histórias.

YIL-Dez99

Regresso ao Futuro

Talvez poucos tenham tido contacto com uma das revistas (e site), que foi uma referência na cultura e informação sobre o meio Internet entre 1995 e 2002. Refiro-me à Yahoo! Internet Life (YIL), uma revista mensal que resultou da parceria entre a editora Ziff-Davis e o portal Yahoo! (naquela altura o gigante Softbank era um importante accionista comum às duas empresas).

Tive oportunidade de adquirir alguns exemplares, nos anos de boom e crash das dot.com. Durante uma pequena arrumação de fim de semana, voltei a folhear a edição especial de Dezembro de 1999 (com 284 páginas), que teve como tema de capa: 2000 and Beyond – What´s next for the Web?

Esta edição é histórica e tem um trabalho editorial brilhante. A YIL, fez o “Regresso ao futuro” avançando uma década e antecipando os dias de hoje, com a ajuda de: Vinton Cerf e Tim Berners-Lee (os criadores da Internet), oito autores de ficção cientifica e jornalistas e consultores de Politica, Direito, Medicina, Economia, Marketing, Educação, Media, Entretenimento, LifeStyle, Sexo e Tecnologias de Informação.

A clarividência sobre as alterações sociais e económicas que entretanto já vivemos é, de facto, brilhante. Algumas, ainda não aconteceram, mas, hoje é mais fácil perceber que é só uma questão de tempo…
Destaco, aqui algumas citações e excertos:

Vinton Cerf – o criador da “rede”

Estou convencido que todos terão acesso à Internet. E cada pessoa terá talvez cerca de 100 dispositivos que precisarão de estar ligados à Net.

Não há razão, para dispositivos que já hoje utilizamos – pagers, telemóveis e até mesmo os Walkmans da Sony – não estejam já ligados à Internet.


Tim Berners-Lee – usou a “rede” para a transformar num espaço de partilha e capaz de ser navegável (World Wide Web) e distribuidora de conteúdos multimédia.


“Quando começámos, estávamos a lidar com utilizadores de PC. Mas a convergência com TV, os telemóveis e computadores já está a acontecer.”

“Uma das coisas revolucionárias será o aparecimento de micropagamentos. Vamos poder comprar em qualquer moeda, e terei uma pequena bolsa cheia de microdinheiro, que poderemos utilizar para navegar em websites, que irão cobrar uma pequena fracção de cêntimo por página. É um caminho para proteger e compensar os autores/editores.[...] A Web traz-nos novos temas. Será que temos direito a ter uma conversa privada? [...]
Como vamos proteger a conversas entre pessoas em diferentes locais do mundo?(…)

Os direitos porque lutámos e que conseguimos garantir no velho mundo, devem ser ferozmente protegidos neste novo mundo. É a World Wide Web que eu sempre imaginei.

Connie Willis – Autora de Ficção Científica

O dilema da Era da Informação não é o fim da privacidade individual, mas sim os desequilíbrios selvagens na privacidade

Bruce Sterling - Autor de Ficção Científica

A Internet vai transformar-se em mobília, tal como a água e o telefone.

Jon Katz – Jornalista e autor

Alguns consultores políticos acreditam que a primeira demonstração de poder vai surgir espontaneamente.

E como será esta década?
Deixe os seus comentários e visões sobre o futuro.

Nota: Artigo publicado no Meios & Publicidade de 15/Outubro/2010 e Diário de Notícias de 9 de Setembro de 20111

Sony anuncia novo serviço de video e música on demand para a Europa

A Sony acaba de anunciar um novo serviço cloud based denominado Qriocity para acesso a conteúdos premium de video e música. A lista de produtores de séries e filmes é impressionante (e bate aos pontos a Apple, por exemplo), e apenas é preciso uma TV ou leitor BluRay Sony com acesso à internet para aceder ao serviço. O serviço de Video já estava disponível nos USA, ficando agora disponível em 5 paises na Europa.

A novidade de facto é o serviço de música que estará disponível para TV, leitores BluRay, PS3, Vaios, etc. Aparentemente será um misto de music on demand e rádio com base nas preferências.

Mais uma arma de combate para o teatro de guerra!

Nota final: interessante o facto de Apple ter antecipado o seu evento musical para a o arranque da IFA onde este e outros produtos concorrentes estão a ser anunciados. É a luta pelo share nos media…

ver press release

YouTube TV … VideoClube …

Li duas notícias hoje sobre parcerias efectuadas entre youtube e entidades ligadas a produção, difusão de conteúdos.  

O primeiro nos EUA, com a Lionsgate, MGM e Sony Pictures, onde encontramos um catálogo com mais de 400 filmes, disponível em http://www.youtube.com/movies, o outro acordo foi feito no UK com a Blinkbox, este só de acesso aos Residentes do UK, ou então através de algum artifício de alteração de IP (imagino eu)http://www.youtube.com/user/blinkbox

Recentemente, um concerto dos U2 foi transmitido em directo num canal do youtube: http://www.youtube.com/user/u2official?blend=2&ob=4O que me chama atenção destas notícia é a velocidade vertiginosa com que que estes acordos e soluções são apresentadas, colocando em questão que temos de ter tecnologia para podermos ter acesso a estes conteúdos, entenda-se pc, internet (banda larga) e agora as TV’s com acesso á internet, o que nos tempos de hoje em dia não é factor impeditivo. A lógica de 3 ecrãs (PC, Telemóvel, TV) veio facilitar este acesso, ou então quem sabe um 4º ecrã (apple stuff – ipad, ipod). 

Mas coloco a questão em cima da mesa (ecrã), será que os broadcasters de canais (Meo, Zon, …) serão num futuro essenciais na cadeia de distribuição dos conteúdos? Até que ponto num futuro próximo (presente) eu não estarei em casa sentado no sofá e em vez de sintonizar determinado canal, tenho a minha TV ligada á internet, sintonizando um canal youtube, página directa de um anunciante, ou produtora de conteúdos (HBO ou outra).Penso que esta solução possa estar mais perto do que imaginamos. Do ponto de vista de receitas publicitárias, o modelo também poderá ser adaptado, imaginemos que sou um fã incondicional da pesca, e tenho subscrito um canal web específico com esse conteúdo. É natural e desejável que receba publicidade de um anunciante de canas de pesca, ou fabricante de anzóis. Negócios de proximidade e Geolocalização (possível através de IP), começam a ser disponibilizados e explorados, a pizaria da esquina da minha rua poderá sponsorizar a transmissão de um jogo de futebol, e oferecer nesse dia uma promoção. 

Temos então uma comunicação one to one, será possível entregar conteúdo e publicidade numa lógica individual, contrariando a lógica de mass comunication, evitando desperdícios. 

Links das notícias em:
http://www.marketeer.pt/2010/08/27/mais-de-400-filmes-no-youtubecommovies/ http://www.nma.co.uk/3017569.article?cmpid=NMAE01&cmptype=newsletter

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