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laTribune-30-1-2012

La Tribune termina a edição em papel

O jornal de economina francês La Tribune, fundado em 1985 publica hoje a última edição em papel. O futuro passa agora pelas plataformas digitais.

Na sua última edição em papel, com uma capa em fundo negro e um jornal a arder pode ler-se: “La Tribune vous salue bien!” . No interior um especial de oito páginas com a história do jornal onde se incluem agradecimentos, testemunhos e homenagens.

Este jornal teve ao longo dos últimos anos, uma história conturbada com diversas mudanças de proprietários provocada pela dificuldade em conseguir resultados que viabilizem economicamente o jornal.  Em processo de liquidação judicial desde Dezembro de 2011. Hoje, o tribunal aceitou a proposta de compra do grupo France Economie Régions (que detêm algumas publicações de economia regional) que associado com a central de venda de publicidade on line Hi-Media, assumirão a gestão do La Tribune.

Valérie Decamp, Presidente e Directora Geral do La Tribune, escreveu: “Que tal como têm por hábito referir, a a Economia de amanhã, escreve-se hoje. Da mesma forma, o La Tribune de amanhã controi-se hoje com um novo projecto e novo proprietário.

Click

CTR – Clickthrough Rate. Para que serve?

Se fosse por mim acabava-se hoje mesmo com o CTR como indicador de performance das campanhas digitais.

Há dois anos atrás juntei a minha equipa de media digital e disse que daí em diante os relatórios das campanhas digitais deviam ter um slide com “RIP – CTR”: o CTR morreu! “Não quero ver mais gráficos com CTRs ”. Como é óbvio, isto levantou uma acesa discussão e ainda hoje vejo slides de acompanhamento e reporting com taxas de CTR. É certo que hoje aparecem com menor importância gráfica, mas mesmo assim ainda lá andam. Provavelmente disfarçam a coisa na esperança que eu não veja.

Quanto visto a personagem “cliente”, apercebo-me do ridículo que é ter uma campanha com um milhão de impressões que apenas gerou 5.000 clicks – 0,5% CTR. Fica-se com a sensação que a montanha pariu um rato. Tantas impressões (aliás é difícil de imaginar 1M de impressões) e tão poucos clicks.

Por isso defendo que o CTR nem deveria existir. Quando brinco em relação ao assunto levo isto um pouco mais longe. “Os banners não deveriam ser clicáveis” (passam-se). Os anúncios de imprensa não o são. Nem os outdoors. Nem nenhum dos outros anúncios colocados nos restantes meios tradicionais.

Se queremos “vender” CTRs, ou clicks, pois no final é disso que se trata, deveríamos poder compara-los com os clicks que se fazem nos outros meios – ou utilizar quaisquer outras métricas de conversão que façam sentido. Se não é possível comparar com, por exemplo, o anuncio de imprensa, mais vale procurar outros critérios quantitativos e/ou qualitativos que possam medir o interesse pela publicidade digital. Uma coisa é certa, já se fazem anúncios de imprensa há muito tempo, e nunca, mesmo nunca, se soube que alguém tivesse “clicado” num e tivesse sido “transportado” para uma loja, para um stand ou para um banco.

Mas afinal, o que é que mede o CTR?

Vale a pena começar por explicar que o CTR é o número de clicks no banner a dividir pelo número banners servidos (ou visualizados). Como exemplo serve o seguinte: 1% CTR quer dizer dos 100 banners vistos apenas foi clicado um. Face ao exposto, o CTR apenas mede o interesse que o utilizador teve no momento que viu o banner (anuncio). Interesse esse que pode ser influenciado pela criatividade, pelo formato ou pelo contexto onde apareceu o banner.

Quando as campanhas digitais são servidas por AdServers (servidores de banners) é possível avaliar, entre muitas outras coisas, a eficiência da campanha. Os AdServers permitem saber quantos post-clicks e post-impressions teve a campanha. O primeiro indicador quantifica o número de conversões que foram feitas por quem clicou no banner, e o segundo, quantas conversões foram feitas por quem esteve exposto ao banner mas não clicou. “Conversões” neste contexto, podem ser várias coisas: páginas do site, compra de produtos online, registos,… na verdade tudo o que se quiser definir como conversão na altura do setup da campanha.

Ou seja, podemos ter campanhas com taxas de CTR baixas mas com uma elevada eficiência na conversão. O que sucede bastantes vezes mais do que se imagina.

É por tudo isto que defendo que o CTR não é referência correcta para aferir a performance das campanhas digitais.

PS: Infelizmente, para a media tradicional, o CTR é coisa que não lhe assiste.

Google Analytics

Bounce Rate. Quando é que vale a pena avaliar este indicador?

Quando se analisam as estatísticas de um site identificam-se as seguintes origens dos acessos: motores de busca, links externos e links directos – que é o número de acessos através do endereço do site.

Para além destes dados, as ferramentas de monitoring permitem saber o nº de páginas, visitantes, sistema operativo…. até ao mais ínfimo detalhe, como por exemplo, numa determinada página qual foi o nº de utilizadores que a consultaram e tempo médio de permanência nesta página.

Não consigo fazer, apesar da longa experiência que tenho no tema, uma análise qualitativa sobre determinado site sem que faca antes um estudo profundo sobre o site. Importa neste estudo perceber a forma como o site foi programado, que tecnologia foi utilizada, a estrutura e, quando necessário, se quiser analisar uma página específica desse site, tenho que ver essa página “aos olhos” do utilizador. Ou seja, 30 segundos de média de consulta duma página (que é o valor que me dá a ferramenta de monitoring) por si só não me permitem concluir coisa nenhuma. O que será muito diferente se eu consultar essa página e vir que apenas tem um parágrafo de texto. Nesta situação poderei concluir que a página foi lida – o que num contexto de mensagem tem seguramente outra valorização.

Ou seja, as análises qualitativas dos sites são processos demorados, dão trabalho a fazer e quando são feitas do ponto de vista da comunicação (digital) têm outro encanto.

Voltemos ao inicio deste texto: origem dos acessos a um site.

Em geral os sites de marcas com elevada notoriedade têm mais tráfego directo e, se tiverem ferramentas ou informação promocional (o que acontece tipicamente com sites de produtos de consumo), têm também uma elevada percentagem de acessos com origem em links externos. Nestas situações os acessos com origem nas listagens orgânicas dos motores de busca têm pouco protagonismo nas estatísticas.

Nos sites que “servem” muito conteúdo as percentagens invertem-se. Quando existem muitas páginas indexadas nos motores de busca existem consequentemente mais acessos ao site com essa origem. Se não fosse assim seria estranho. Por outro lado, quando isto sucede, as taxas de bounce rate são provavelmente mais elevadas. O que deixa muita gente preocupada mas, sinceramente, é uma falsa questão.

Segue uma breve explicação técnica.
50% de bounce rate duma página quer dizer que metade dos utilizadores dessa página entraram na página mas não viram mais nenhuma página do site. E qual é o problema de ter uma bounce rate elevada? Provavelmente NENHUM! Se essa página for uma página com informação especifica sobre determinado assunto, que foi despoletada por um link numa página de resultados duma pesquisa num motor de busca, se essa página tiver apenas um paragrafo de texto e, tiver tido 30 segundos de média de consulta, passou seguramente a mensagem que tinha a passar.

Então para que serve a Bounce Rate?
No caso que dei como exemplo, para nada. Contudo, se essa página for a home page do site, então é um problema grave!

bits

GRP’s digitais. Isto existe?

Sou da opinião que as métricas digitais se devem aproximar das métricas de pré e pós- avaliação dos media tradicionais. É expectável (e mais do que aceitável) o shift do investimento em TV para o digital, pois tanto o pré-roll de vídeo como o vídeo in-banner, são comparáveis aos spots publicitários – isto é já óbvio para os publishers, para as agências e também para (alguns) anunciantes.

Do ponto da exclusividade e do focus de atencão julgo que é defensável que o in-banner vídeo é o equivalente ao spot Tv standard e que o pré-roll de vídeo se parece mais com o spot exclusivo (para quem não sabe é aquele spot no meio do programa).

Vejamos isto na lógica da media TV utilizando o GRP como referência. Vale pena, antes de avançar no raciocínio, explicar o que é um GRP. Resumidamente 1 GRP equivale a 1 contacto com 1% do target. Dito assim parece simples, porém é um pouco mais complicado pois na equação surgem duas variáveis: frequência (OTS) e cobertura (% do target que a campanha contacta). Para saber o número de GRPs multiplicam-se as OTS pela % de cobertura do target. Assim, e espero que isto ajude quem está menos familiarizado com o assunto, podemos ter 50 GRPs se tivermos 10 OTS e 5% de cobertura do target ou 5 OTS e 10% de cobertura. A escolha entre uma e outra opção depende dos objectivos e da estratégia de media.

A avaliação do pré-roll e do in-banner vídeo pode e deve fazer-se com GRPs seguindo o calculo descrito anteriormente.

A título de exemplo vou exemplificar com um exercício simples.

Colocamos no “ar” (leia-se em sites seleccionados com elevada afinidade com o target) uma campanha com 100.000 impressões de vídeo e com um capping de 2 (nº máximo de impressões por utilizador). Vamos assumir que 80% do perfil de utilizadores dos sites que escolhemos estão no target da campanha.

Temos assim os seguintes dados para avaliação:
a)    Nº total de impressões: 100.000
b)    Nº total de impressões servidas no target: 80.000
c)    Nº de indivíduos contactos: 50.000
d)    Nº de indivíduos do target contactos: 40.000
e)    Nº de indivíduos do target no universo (ie em PT): 200.000

Com base nestes dados podemos calcular os GRPs.
2 OTS (b/d) X 20% Cobertura (d/e) = 40 GRPs

Importa acrescentar que no caso do pré-roll de vídeo qualquer avaliação que seja feita falha por defeito. Porquê? Porque OTS quer dizer “opportunity to see”e, no caso do pré-roll de vídeo, as impressões que foram entregues foram seguramente vistas pelo utilizador pois não existe a opção de “skip ad”.

Para além disto, o focus de atenção é elevadíssimo – o que de nada nos serve entre termos de avaliação por GRP porque o cálculo não é valorizado por indicadores qualitativos.

Vai para além do bom-senso (se bem que existem estudos que asseguram este facto) que o consumidor é cada vez mais digital, pois passa cada vez mais horas na net e, sobretudo, é cada vez mais um individuo multimeios (on e offline). Face ao exposto, do ponto de vista de consumo de meios é um facto reconhecido que os consumidores estão exposto à publicidade em todo o lado e a toda a hora – estejam no carro, no trabalho ou em casa.

Existem estudos que comprovam a existência de ganhos de eficiência (recordação de marca e mensagem) quando se utiliza o mesmo spot vídeo na TV e na Net.

Concluindo, do ponto de vista da comunicação todos os planos devem estar suportados por uma estratégia mix-media, privilegiando cada meio pela importância e relevância que têm junto do target.

Sobre os formatos de publicidade vídeo online?
Acredito na evidência: quando existe um plano de TV deve existir um plano de vídeo online.

ultraviolet

UltraViolet: Novo ecossistema

O consórcio Digital Entertainment Content Ecosystem (DECE),  que une 74 empresas tecnológicas e de Media, criaram o ecossistema com o nome comercial de UltraViolet – uvvu.com. A Amazon, anunciou ontem no Consumer Electronics Show (CES) que decorre em Las Vegas, que voltou a juntar-se a este consórcio.

O UltraViolet, já está disponível nos Estados Unidos e permitirá aos utilizadores clientes deste serviço ver filmes e programas de TV em dispositivos móveis, computador ou televisão através de Streaming, Download ou encomendar o DVD ou Blu-ray.

Esta não é a primeira iniciativa que junta empresas para distribuir conteúdos de video. O exemplo do hulu, que juntou a NBC, FOX e Disney não tem sido um projecto de sucesso nele apenas participam três empresas de Media… assim, são legítimas as dúvidas sobre o possível sucesso no UltraViolet onde participam muitas empresas que atuam em diferentes mercados e indústrias e terão objectivos diferentes neste consórcio. O que os une, será mais forte do que os separa? 

De fora deste consórcio, ficaram empresas como a Disney, Apple e Google.

60seconds_main2

60 Segundos

Que as plataformas digitais estão, em crescimento acelerado já não é novidade. Mas, nem sempre temos uma noção clara do ritmo efectivo.

Os infográficos da Shanghai Web Designers e da GO-Gulf.com, ilustram bem o que acontece a cada 60 segundos.

Hoje, é assim… mas por cada dia que passa a velocidade do “carrocel” aumenta. Há quem já esteja “tonto”… e viva a Era Digital :-)

60 Seconds - Things That Happen On Internet Every Sixty Seconds

60 Seconds - Things That Happen Every Sixty Seconds

Did You Know That – In 60 SECONDS

 Search engine Google serves more that 694,445 queries

6,600+ pictures are uploaded on Flickr

600 videos are uploaded on YouTube videos, amounting to 25+ hours of content

695,000 status updates, 79,364 wall posts and 510,040 comments are published on Social Networking site Facebook

70 New domains are registered

168,000,000+ emails are sent

320 new accounts and 98,000 tweets are generated on Social Networking site Twitter

iPhone applications are downloaded more than13,000 times

20,000 new posts are published on Micro-blogging platform tumbler

Popular web browser FireFox is downloaded more than 1700 times

Popular blogging platform WordPress is downloaded more than 50 times

WordPress Plugins aredownloaded more than 125 times

100 accounts are created on professional networking site LinkedIn

40 new Questions are asked on YahooAnswers.com

100+ questions are asked on Answers.com

1 new article is published on Associated Content, the world’s largest source of community-created content

1 new definition is added on UrbanDictionary.com

1,200+ new ads are created on Craigslist

370,000+ minutes of voice calls done by Skype users

13,000+ hours of music streaming is done by personalized Internet radio provider Pandora

1,600+ reads are made on Scribd, the largest social reading publishing company

Did you know that these things happen within 60 seconds?

710 computers are sold worldwide and 555 of these computers are sold with Intel processors

1,820 TB of data is created; that’s enough data to fill up 2.6 million CDs

232 computers around the world get infected by malware

450 Windows 7 Cds are sold worldwide

925 iPhone 4s and 85 iPads are sold worldwide

11 Xbox 360 consoles are sold worldwide

18 Amazon’s Kindle Fire are sold worldwide

38 tons E-waste is generated worldwide

4,000 USB devices are sold worldwide

2,500 ink cartridges are sold worldwide

2,100 checkins happen on location-based social networking website foursquare

$75,000 is added to Google’s revenue

2 Million Internet users watch Porn Online

1.1 million conversations take place via instant messengers

103 Blackberries are sold worldwide

1,100 acres of land farmed in Farmville application

PayPal processes transactions worth $219,000; out of these, $10,000 is transacted via PayPal mobile

Around 950 purchases are done on eBay, out of which 180 purchases are done using eBay Mobile

12 websites get hacked and 416 attempts are made to compromise various Facebook accounts

1,400 movie discs are rented from the online movie rental service Redbox

verge_badge_color

New site on the block: THE VERGE

Depois de Joshua Topolsky ter fundado o ENGADGET, e enquanto andava pelo This is My Next (casa temporária que afinal agora pura e simplesmente redirecciona para o The Verge), aqui está finalmente o apregoado e previamente anunciado e agora confirmado novo projeto:

The Verge »

Tudo o que precisam saber sobre o site, que se virá juntar certamente ao topo de sites do género a par do Mashable, Engadget ou TechCrunch está aqui nos links abaixo:

Mensagem de Topolsky no recém inaugurado “The Verge” »

Confirmação e anúncio do projecto »

Joshua Topolsky na Wikipedia »

Já espreitaram? Acham que irá vingar? Até já guardaram nos favoritos?
As vossas opiniões e comentários são bem-vindos – usem a caixa abaixo:

TV-Ratings

Audiências televisivas e redes sociais


Depois de uma sessão muito interessante a convite do Bruno Figueiredo, onde pude partilhar para um sector muito a leste das questões ligadas à Comunicação Social o que para nós é o impacto das redes sociais, eis senão quando ele mesmo, instigado pelo tema, me partilha nova ligação relacionada: The Relationship Between Social Media Buzz and TV Ratings

De facto tenho recebido cada vez mais textos do género. E não há como fugir. As redes sociais podem ser um barómetro do sucesso de um programa de televisão ou de rádio, como podem ser um engano. Podem ajudar-nos a identificar os conteúdos mais afinados para o nosso público-alvo, ou podem ser erróneas se não analisarmos quem escreve e porquê. Podem, como qualquer ferramenta, ser úteis. Mas acima de tudo, na nossa equipa, acreditamos que as redes sociais devem ser uma extensão natural dos programas.


Antes de procurarmos aumentar audiências, procuramos maximizar o envolvimento com o núcleo duro de fãs de um programa, os espectadores assíduos, a turma que nos explica tanto quanto nós tentamos fazê-lo, aqueles com quem nos sentimos tão à vontade que sabemos, no mural de um facebook ou twitter, que estamos entre amigos.Encontrados e conquistados estes, sabemos que a partir daqui podemos ambicionar mais do que isso. Mas sem isto, e por mais que alguns achem que isto é apenas uma visão romântica do negócio, não é. É a mais pura das razões de sucesso de projetos como o “5 Para a Meia-Noite” ou o “Último a Sair”. Claro que além destes nem em todos se aplica a mesma escala. Mas na génese, está lá.

Analisando friamente os números, e como esta ligação acima também comprova, está ainda longe o cenário de poder fazer correlações do género em targets acima dos 35 anos. E essa ainda é uma das maiores dificuldades para se generalizarem estas ideias. Quem nos dera! Mas infelizmente, basta olharmos para as audiências televisivas mais em detalhe. Um programa de cabo e num canal com um target bem afinado como por exemplo a Sic Mulher, torna-se mais simples fazer esta análise. Sobretudo se ainda por cima, programa e canal, têm excelente afinidade com muito do público que também usa as redes sociais, e natural é portanto ligar o sucesso de um “Querido Mudei a Casa” e até conseguir fazer um paralelismo com os 225.000 seguidores no facebook.

O mais difícil, porém, é em programas e canais generalistas, onde a dispersão de targets por vezes é enorme não apenas nos grupos etários como também ao nível da região. E aqui, seria excelente de facto podermos tirar ligações imediatas, mas nem sempre isso sucede. Vamos, portanto, acompanhando os estudos e o desenvolvimento de conhecimento nesta área. E naturalmente, com o tempo, ganhando maior massa crítica e base de estudo para cimentar mais decisões ao nível da produção de conteúdos e programação dos mesmos, tendo por base as redes sociais.

O que a ligação das redes sociais com os programas e a sua audiência também têm despertado é uma necessidade premente de ter tempo, para analisar constantemente o feedback e conseguir fazer a partilha e degustação do mesmo. E tempo, infelizmente, escasseia cada vez mais.

Não surpreende, portanto, que projetos televisivos nos Estados Unidos tenham, nas suas equipas Web, cerca de 11 ou 8 ou 6 elementos – dedicados. A produção televisiva em cima da atualidade e com a capacidade de afinação permanente ao gosto dos espectadores exige cada vez mais recursos diferentes de um processo que, antes, se fazia ao longo de meses e se afinava de uma temporada para a seguinte. Os números, agora, fazem-se muitas vezes ouvir de um episódio para o outro. E as redes sociais são mais uma fracção que acabam de entrar numa fabulosa equação que nem sempre é fácil resolver no tão curto e sobrecarregado espaço de tempo que hoje em dia todos vivemos.

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