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Wall Street Sign

Vale a pena comprar acções da Apple, Microsoft,Google, Amazon ou Yahoo?

As empresas tecnológicas e dot.com, voltaram a estar na “mira” dos investidores, analistas e gestores de fundos.
Mas, há quem continue tentar negar as evidências e a não entender os mercados, os consumidores, o posicionamento atual, a estratégia e capacidade futura de a implementar.

Muitas vezes, estas análises são baseadas apenas em “Eu acho”, sem qualquer base credível e clara de análise.

A mais recente e absurda análise vi foi na CNBC no passado mês de Janeiro, quando Edward Zabitsky da ACI Research, referiu que mantêm a recomendação de venda da Apple e apontou para um preço alvo de 270 dólares! E nada o fez mudar de opinião, nem quando o jornalista da CNBC o confrontou com o comentário que fez em 2009 e a posterior evolução de resultados e cotação das acções das acções da Apple. É um daqueles casos em que ficamos com a ideia que ele não percebe nada do que está a falar… - Veja aqui o Video – Sell Apple Stock? Analyst Explains Why

Há uma dificuldade efectiva em avaliar empresas destas indústrias quando comparadas com outras mais “tradicionais”, pois actuam em mercados com grande dinamismo e permanente mudança. Nestes casos, os factores decisivos são a capacidade de liderança das equipas de gestão, o conhecimento e talento das dos quadros da empresa.

Aqui fica uma análise simples e “tradicional” sobre a Apple, Microsoft, Google, Amazon e Yahoo! com o mínimo de subjectividade, basta olhar para os números de cada uma das empresas:

Apple Microsoft Google Amazon Yahoo!
Price 493,42 30,5 605,91 185,54 16,14
Evalue 429,66 220,3 160,39 76,41 17,94
EV/EBITDA 9,45 7,35 11,38 44,68 12,2
p/book 4,77 3,44 2,76 9,85 1,43
EBITDA 45,45 29,99 14,09 1,71 1,47
Book 90,05 64,12 58,15 7,76 12,56
EBITDA/book 50,47% 46,77% 24,23% 22,04% 11,70%
ROE 45,58% 41,68% 18,66% 8,63% 8,44%
Cash 97,61 59,28 45,42 9,57 7,64

Nota: Ver definições abaixo

Dados a destacar:

  • A dimensão das empresas é diferente. Por exemplo, a Yahoo! tem uma capitalização bolsista 4 vezes inferior ao da Amazon, 9 vezes inferior ao da Google, 12 vezes inferior ao da Microsoft e mais de 23 vezes inferior ao da Apple.
  • Valor da empress face aos capitais próprios: 9,85 para a Amazon, 4,77 para a Apple; 3,44 para a Microsoft, 2,76 para a Google e 1,43 para a Yahoo!.
  • Significa isto que, o prémio pago pelos investidores face ao valor contabilístico dos activos está muito valorizado na Amazon quando comparado com as restantes. Ou os investidores acreditam que Jeff Bezos - CEO da Amazon – tem algum “coelho na cartola” que justifique esta enorme expectativa ou a Amazon está a cotar a um valor demasiado alto quando comparado com as restantes empresas.
  • A Apple gera mais do triplo do EBITDA da Google, mais de 30 vezes o EBITDA da Yahoo!, mais de 26 vezes o da Amazon, mas “apenas” mais 51% do que a Microsoft. Estes dados face à cotação de hoje dão origem a um rácio de 9,45 para a Apple,  7,35 para a Microsoft, 11,38 para a Google, 12,20 para a Yahoo! e 44,68 para a Amazon. Ou seja, mais um indicador de que a Amazon pode estar sobrevalorizada pelo mercado tendo em conta os resultados das operações (serão precisos mais de 44 anos para amortizar o investimento na Amazon) e o valor dos seus activos.
  • Por outro lado, o mercado avalia a Google e a Yahoo! de forma similar; estão dispostos a esperar entre 11 a 12 anos para pagar o investimento que estão a fazer; enquanto que na Apple para “amortizar” o investimento feito na empresa têm que esperar um pouco mais de 9 anos e de acordo com os resultados das operações face ao valor de mercado, a empresa que está mais barata é a Microsoft (7,35 anos).
  • Significa que, se o mercado olhasse para as empresas com os mesmos critérios e as mesmas expectativas, a Apple, face aos seus resultados, deveria estar a cotar entre os 594 e os 637 USD e a Microsoft entre os 47,2 USD e os 50,67 USD. Evidentemente que este rácio mede também as expectativas face aos resultados futuros e à evolução do EBITDA e nessa medida a expectativa face à evolução dos resultados da Apple é maior do que face aos resultados da Microsoft.
    A Amazon como referi anteriormente está noutra escala… 44 anos para amortizar o investimento!
  • Olhando agora para o valor contabilístico dos capitais próprios, ou seja, o valor investido pelos accionistas, quer em capital, quer em retenção de lucros, face ao rendimento gerado, a Apple e a Microsoft não têm concorrentes à altura. E no caso da Apple, os capitais próprios da empresa de Cupertino ascendem a mais de 90 mil milhões de dólares e este capital gera um EBITDA de mais de 45 mil milhões por ano.
Agora, em função da sua aversão ao risco pode tomar as suas decisões de investimento :-)

Definições:

Stock Price: Cotação da acção dia 10 de Fevereiro, valores em dólares.

Evalue (EV – Enterprise value): Capitalização bolsista (valores em mil milhares de dólares)

EBITA: Resultados antes de impostos, amortizações e juros (Earnings before the deduction of interest,tax and amortization expenses), (valores em mil milhares de dólares)

Book: Valor contabilístico dos capitais próprios (valores em mil milhares de dólares)

p/book: Valor da empresa em bolsa versus o valor contabilístico dos capitais próprios. Ou seja, é a relação entre o valor líquido dos activos e o seu potencial de valorização. Quanto mais baixo este rácio, menos potencial o investidor atribui aos activos. Por outro lado, um rácio muito baixo pode indicar que a acção está subvalorizada.

EV/EBITDA: Indica o número de anos que o investimento demora a ser amortizado.
Rácios muito altos indicam grandes expectativas face a resultados futuros ou expectativas em demasia e consequentemente empresas sobrevalorizadas.

ROE: Rentabilidade dos capitais próprios

Cash: Liquidez (valores em mil milhares de dólares)

iBooksAuthor

Apple reinventa indústria do livro [Video]

Ontem no Museu Guggenheim em Nova Iorque, a Apple mostrou como vai revolucionar a indústria do livro com um especial foco no ensino.
A aplicação iBooks Author disponível gratuitamente na App Store para os computadores Mac, simplifica a forma de criar e publicar livros electrónicos com (eBooks) na iBookstore.

A possibilidade de inclusão de elementos multimédia(imagens interactivas, video, apresentações, elementos 3D e HTML) de uma forma simples e acessível a todos é uma das grandes novidades.

Outra das novidades apresentadas ontem foi a aplicação iTunes U para iPad e iPhone, que permite às escolas e universidades a disponibilização de cursos em formato video e em eBooks que permitem seguir o plano de estudos do curso e promovem a interactividade entre professores e alunos.
E desta forma a utilização de iPads nas instituições de ensino vai aumentar (apenas 12% dos alunos nas universidades americanas têm iPad, há por isso, muito espaço para crescer).

A entrada no mercado dos livros electrónicos é ainda liderada pela Amazon, mas com estas novidades a Apple pode (e é certamente o seu objectivo), assumir a liderança deste negócio. A grande aproximação ao ensino e o facto de utilizar formato standard (ePub) serão os fatores decisivos para o sucesso.

Por outro lado, a Amazon, não permite nos dispositivos Kindle esta riqueza de conteúdos multimédia e interactividade. O formato dos ebooks Kindle ser proprietário e não standard são o “Calcanhar de Aquiles” que a Apple percebeu e está também a “pisar”. O formato Kindle 8, apresentado a 11 de Janeiro, tenta com o recurso a HTML5 e CCS 3 resolver algumas destas lacunhas, mas está ainda longe das possibilidades do formato standard – ePub – utilizado pela Apple.

ultraviolet

UltraViolet: Novo ecossistema

O consórcio Digital Entertainment Content Ecosystem (DECE),  que une 74 empresas tecnológicas e de Media, criaram o ecossistema com o nome comercial de UltraViolet – uvvu.com. A Amazon, anunciou ontem no Consumer Electronics Show (CES) que decorre em Las Vegas, que voltou a juntar-se a este consórcio.

O UltraViolet, já está disponível nos Estados Unidos e permitirá aos utilizadores clientes deste serviço ver filmes e programas de TV em dispositivos móveis, computador ou televisão através de Streaming, Download ou encomendar o DVD ou Blu-ray.

Esta não é a primeira iniciativa que junta empresas para distribuir conteúdos de video. O exemplo do hulu, que juntou a NBC, FOX e Disney não tem sido um projecto de sucesso nele apenas participam três empresas de Media… assim, são legítimas as dúvidas sobre o possível sucesso no UltraViolet onde participam muitas empresas que atuam em diferentes mercados e indústrias e terão objectivos diferentes neste consórcio. O que os une, será mais forte do que os separa? 

De fora deste consórcio, ficaram empresas como a Disney, Apple e Google.

Wall Street Sign

2011: Evolução em bolsa dos 6 (+1) titãs

2011 foi um ano com grande instabilidade nos mercados provocada pela conjuntura macro-económica. Na setor das tecnológicas, a Apple e Google continuam a marcar posição nos mercados em que atuam.

Em Agosto a Apple chegou mesmo a ultrapassar a Exxon Mobil e tornou-se a maior empresa do mundo (em capitalização bolsista), estatuto que certamente voltará a recuperar em 2012.

Fica a evolução dos últimos 12 meses das cotações dos grandes titãs que traçam os caminhos nas plataformas digitais : Apple, Google, Microsoft, Nokia, Sony e Amazon.com e (à boa maneira do nosso Paulo Futre :-) ) mais uma que se destacou pela desvalorização”colossal” (como diria o nosso ministro das Finanças – Vítor Gaspar) e que está a entrar numa situação quase dramática, a RIM (Research in Motion / Blackberry).

A Apple continua com uma valorização acima dos dois dígitos + 25,14% e a Nokia a que mais perdeu com uma desvalorização de - 52,97%.

A RIM (Research in Motion / Blackberry), desvalorizou durante o último ano  - 75,28% e a solução pode passar por um processo de aquisição. A Amazon é uma das empresas que pode estar interessada na compra, mas a Microsoft também poderá avaliar esta possibilidade de aquisição… tudo vai depender da vontade dos accionistas da RIM.

Assim, o raking destas seis empresas fica ordenado da seguinte forma:

Posição Empresa Valorização
1 Apple + 25,14%
2 Google + 6,9%
3 Amazon - 5,2%
4 Microsoft - 8,26%
5 Sony - 52,78%
6 Nokia - 52,97%

Veja no gráfico abaixo a evolução das cotações de Janeiro a Dezembro de 2011:

Fonte: Google Finance

Evolução da RIM ao longo de 2011:

Fonte: Google Finance

Relacionados:

2010: Evolução em bolsa dos 6 titãs

Apple, Google, Microsoft, Nokia, Sony e Amazon
Titãs em competição pelo “Monopólio de Consumidores” e “Portagem na Ponte”

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Amazon avalia a compra da RIM (BlackBerry)

Emilly Chang, a jornalista que apresenta o programa Bloomberg West no canal de televisão Bloomberg divulgou como notícia de última hora, que a Amazon avaliou a possibilidade de aquisição da RIM fabricante dos telemóveis e tablet Blackberry.

São ainda poucos os detalhes, sobre se se trata de um rumor ou se o negócio pode estar ainda em avaliação. Mas, os mercados não dormem e em pré-mercado a cotação das acções da RIM (NASDAQ: RIMM) reagiram à notícia e sobem 9,58%.

O fundador da AmazonJeff Bezos – informou na última apresentação de resultados, que iria durante os próximos meses preparar a empresa para o futuro e informou os accionistas e o mercado que isso implicaria resultados de curto-prazo. Neste plano de preparação para o futuro é muito possível que Jeff Bezos estivesse já a avaliar a aquisição da RIM e/ou de outros fabricantes… a disputa de mercado com a Apple está certamente na “mira” da Amazon.

Teremos de esperar para saber quem vai entrar no carrinho de compras de Jeff Bezos ;-)

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Amazon: Vai pagar 6 millhões de dólares aos autores que garantam exclusividade no Kindle

A indústria do livro, é das que está a sofrer maiores alterações com a entrada na Era Digital.  A Amazon desde sempre revolucionou a distribuição de livros impressos e também de eBooks através do Kindle.

Em Outubro a Amazon iniciou convite a diversos autores para utilizarem directamente suas plataformas para publicação (abandonando as editoras)

Amazon quer convencer autores de livros a dispensarem editoras
(…)Ao cortar etapas no processo de venda de livros, a maior loja electrónica do mundo decidiu começar a publicar estes autores seja através de livros electrónicos seja por livros tradicionais em papel.
Até ao final do Outono, a lista de publicações da Amazon deve ultrapassar a centena, estando entre os livros publicados obras de ficção, ensaio, biografias.(…)

Fonte: TSF – 17/Out/2011

E este mês de Dezembro, lançou um novo programa KDP Select,  que permite aos autores e editoras que garantam exclusividade no mínimo durante 90 dias em Kindle ficarem habilitados a receber parte dos 6 milhões de dólares que a Amazon vai distribuir em 2012 e 500 mil dólares já neste mês de Dezembro.

Todos os eBooks que estejam associados a este programa (KDP Select), integram a biblioteca de empréstimos, ou seja, permitem a opção aos clientes do serviço Amazon Prime emprestarem eBooks Kindle.
O programa iniciou com 129 títulos e a partilha deste fundo será em função do número
de vezes que um título é emprestado face ao total de empréstimos.

Trata-se assim, de uma receita adicional que acresce às receitas de vendas de 70% (ou 35%) para o autor ou editora.

Mais informações em http://kdp.amazon.com/self-publishing/KDPSelect

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Amazon: O futuro escreve-se por linhas incertas…

A Amazon é das empresas tecnológicas (dot.com) que tem demonstrado maior dinamismo e capacidade de reinventar o seu negócio. Iniciou a sua operação apenas como livraria, mas hoje, é a maior loja on-line do mundo e transaciona todo o tipo de bens.

A Amazon teve um papel determinante na redefinição da indústria do livro com o eReader Kindle e o formato digital Kindle para os eBooks.

Recentemente, “atacou” os editores, seus parceiros de negócio, contratando diretamente alguns autores:

Amazon quer convencer autores de livros a dispensarem editoras
(…)Ao cortar etapas no processo de venda de livros, a maior loja electrónica do mundo decidiu começar a publicar estes autores seja através de livros electrónicos seja por livros tradicionais em papel.
Até ao final do Outono, a lista de publicações da Amazon deve ultrapassar a centena, estando entre os livros publicados obras de ficção, ensaio, biografias.(…)

Fonte: TSF – 17/Out/2011

Com o aumento de utilizadores de internet em diversos dispositivos, em particular nos dispositivos móveis (smartphones e tablets), a adesão às redes sociais e o aumento da propensão ao consumo de bens digitais (como é o caso dos eBooks), muitos players estão a entrar neste mercado. A Apple, por exemplo, em menos de um ano, entrou no negócio dos livros digitais através do iTunes, disponível para já em 32 países (onde se inclui Portugal).

O Facebook, também já tornou claro que para além dos filmes da NetFlix e da música do Spotify também irá vender livros (eBooks).

Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, sabe que está numa encruzilhada complexa com adversários de peso a entrarem nos mercados de venda de conteúdos, em especial conteúdos digitais. Por isso, está a “sacrificar” resultados de curto-prazo, o que justifica os resultados do último trimestre abaixo da expectativa. Bezos informou os acionistas e o mercado que este trimestre (normalmente um bom trimestre motivado pelo fluxo de compras do Natal), terá um prejuízo de 200 milhões de dólares, justificado pela necessidade de preparar a empresa para o futuro e defender a sua posição nos mercados onde actua.

A humildade e transparência de Jeff Bezos na gestão da Amazon merece ser aplaudida, pois pelo seu DNA 100% digital, sabe “navegar” em ambientes turbulentos como já aconteceu no passado com a crise da “bolha da Internet” em 2001. Mas agora, o contexto macroeconómico e os concorrentes Apple, Google e Facebook serão os seus principais desafios e o sucesso do passado não lhe dá garantia de vitória no futuro…

Nota: Artigo publicado nos jornais Diário de Notícias e Meios & Publicidade de 11/11/2011

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O Kindle da Amazon começou por ser um eReader de sucesso e foi o mote da Amazon, para redefinir a indústria do livro electrónico (eBook). No mês de Setembro,  Jeff Bezos - fundador e CEO da Amazon apresentou o Kindle Fire e entrou com este dispositivo no mercado dos tablets, perdendo cerca de 10 dólares por unidade, mas ganhanado na venda de conteúdos (livros, aplicações, filmes, música, etc).

A Amazon criou aplicações Kindle para todos os dispositivos: iPad, iPhone, Android, Blackberry, Windows Phone, PC, Mac e Web (HTML5) e o número de unidades de eBooks vendidos na Amazon ultrapassaram os livros impressos no início deste ano.

Para quem já experimentou ler livros em formato Kindle, reparou que por vezes há zonas sublinhadas a tracejado, que indicam que outros leitores do mesmo livro sublinharam determinada zona. O “poder da nuvem” da Amazon começou a mostar que estava lá e que o CRM e Data Mining se mantêm também no Kindle como um dos principais pilares de sucesso do negócio  da Amazon. Recentemente, passou a ser possível partilhar excertos dos eBooks nas redes sociais Facebook e Twitter. Até aqui não havia surpresas, mas o sublinhado tracejado indiciava que o princípio de uma rede social podia estar a ser construído enquanto entusiasmados líamos os eBooks Kindle :-)

Ou seja, a Amazon sabe o que compramos, o que lemos, o que sublinhamos e as notas que colocamos no eBook.
E como que por “magia” o Kindle transforma-se numa rede social, que podia ter como slogan “Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és” :-)

Leia, sublinhe, comente, siga e seja seguido em: Kindle.Amazon.com

E o que anda a ler Jeff Bezos? Aqui está a resposta. :-)

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