O início da Era Digital

INTERNET

No início da Internet fizeram-se muitas previsões sobre o impacto que esta viria a ter na sociedade. À medida que as previsões passavam a ser realidade, foram surgindo várias denominações para o que estava a acontecer e para o que se previa, como por exemplo: “Revolução das comunicações”, “Auto-estrada da informação”, “Revolução da Informação” e “Revolução Digital”. O que poucos conseguiram prever, é que desta vez não estamos a entrar num novo ciclo, mas sim a iniciar uma nova Era, a Era Digital.


Nicholas Negroponte
, fundador do Media Lab do Massachusetts Institut of Technology (MIT), um dos primeiros e talvez o mais respeitado dos visionários, partilhou as suas ideias sobre o futuro, no livro “Being Digital” (Ser Digital) - Janeiro de 1995. Negroponte explica a base em que assenta toda a revolução digital: atransformação de átomos para bits. Ou seja, a passagem de muitos negócios do físico para o digital e o impacto que terá nas várias indústrias.

Veja o video da apresentaçãoCinco previsões para o futuro” de Nicholas Negroponte em 1984.
 

Road Ahead – Bill Gates

Seguiu-se o fundador da Microsoft, Bill Gates, outro visionário e um dos maiores impulsionadores desta nova Era, que lançou o livro “The Road Ahead” (Rumo ao Futuro) – Dezembro 1995. O título do primeiro capítulo não podia ser mais claro e mais antecipador: “O início da revolução”.

Alguns anos mais tarde, Chris Anderson, editor da revista Wired, dá continuidade às ideias de Negroponte abordando o impacto económico da passagem de átomos para bits, nos livros “The Long Tail” (Cauda Longa) – 2006 e “Free” (Grátis) – 2009.

Independentemente dos livros que se editaram sobre o tema, desde muito cedo se percebeu que as novas tecnologias iriam provocar grandes alterações socioeconómicas. As visões e previsões sobre o futuro, criaram expectativas de resultados a curto prazo e isso provocou a “Bolha da Internet” (e tecnológicas).

Os principais motivos deste “atraso” na concretização das visões e previsões, foram:
– A maturação e massificação da tecnologia e o acesso Internet em banda larga, foram mais lentos do que se previa.

- As diversas indústrias que viram os seus negócios de “átomos” ameaçados criaram resistências à mudança (o que também gerou oportunidade para novos players em várias indústrias – música, media, retalho, viagens, etc.).

Hoje, já ninguém tem dúvidas sobre o impacto dos “bits” na sociedade. Entrámos na Era Digital e à medida que avançamos tudo se torna mais rápido. Muitas indústrias e profissões vão mudar totalmente ou mesmo desaparecer, e com isso, vão surgir novas oportunidades de negócio, novos mercados e novas profissões.

A crise económica que hoje vivemos é um catalisador para esta nova Era, pois obriga a uma maior racionalidade na gestão das organizações, desempenhando a tecnologia um papel cada vez mais importante na eficiência da gestão.

Nesta (nova) Era, já não há dúvidas que as organizações têm de se reinventar, que os negócios têm de ser mais inovadores e que surgirão novos líderes na gestão e na política. Mas, há ainda quem tenha dúvidas sobre se estamos num novo modelo de capitalismo ou socialismo…

Nota: Artigo publicado no jornal Meios & Publicidade de 26/06/2009 e Diário de Notícias de 29/07/2011

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O futuro é grátis…

Link relacionado:
Entrevista de Carlos Vaz Marques – TSF – a Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired (entrevista disponível no site da TSF) – Clique aqui para ouvir

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About Nuno Ribeiro (569 Articles)
Country Manager da agência de inovação FABERNOVEL e do institut FABERNOVEL. Autor do livro: Gerir na Era Digital (2011). Licenciado em Economia na Universidade Católica de Lisboa, onde também concluiu um curso avançado de Gestão de Empresas Tecnológicas e uma pós-graduação em Gestão de Media e Entretenimento. Diretor a unidade Negócio Multimédia do grupo Controlinveste (2008 a 2012). Diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008). Consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002).

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