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	<title>Comentários em: O José Sócrates, o Magalhães e o IAB Portugal</title>
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	<description>Media, Entretenimento, Publicidade, Tecnologia e Telecomunicações</description>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Querido]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 10:36:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[neonex, a questão não é a fiabilidade. É a percepção do que estamos a medir versus a qualidade/importância do que estamos a medir.

E aí, o problema na web é o mesmo, para não dizer que é bastante mais complexo, que o do outros meios.

Na tv medimos televisores ligados e imaginamos que em função do agregado familiar xis pessoas estratificadas estarão a conceder à tv a sua atenção.

No papel medimos o número de compradores e multiplicamos por uma média, que resulta de inquéritos, para dizer ao anunciante que aquele título tem xis leitores.

Na web temos o pageview e o unique visitor, que nos dizem que tantas páginas foram enviadas para tantos IPs.

Resumindo, em televisão extrapolamos um número de televisores ligados, no papel extrapolamos uma média de leitores por exemplar, na web contamos o número de impressões que o servidor entrega a um IP único.

Isso é o que efectivamente medimos.

Mas a percepção que temos das medidas é outra.

Na tv julgamos que a medida corresponde a um número de pessoas que na realidade tanto pode estar todo presente como não, que tanto pode ter 100 % da sua atenção no televisor como 0% (sendo que ultimamente tende para zero).

No papel julgamos que aqueles xis leitores leram  todas as notícias de todo o jornal, ou assim o queremos imaginar mesmo sabendo lá no fundo que tal deve ser improvável.

Na web julgamos que a cada IP corresponde 1 pessoa, o que é de uma espantosa incredulidade,  e que cada impressão foi efectivamente consumida pelos olhos ávidos do leitor.

Nunca vi um único &quot;publisher&quot; dizer para o mercado que não senhor, as páginas não são todas recebidas da mesma forma, ou com o mesmo valor.

Só muito recentemente vimos a separação entre search e display. Quanto faltará para estratificar o display entre, por exemplo e muito por alto, página de notícia e página de social media? Ou você acredita que a atenção do caramelo que se liga no Hi5 para ver as gajas vale o mesmo que a atenção do caramelo que foi ler as notícias ao DN?

Medir o pageview e o unique é ainda mais redutor (e básico) do que medir o telespectador ou o leitor de jornais.

É evidente que estes modelos de medida são incipientes e inadequados.

É por isso que se procuram outras formas de medir a efectividade de um anúncio, como a sua taxa de retorno. Esta, sim, foi tornada mensurável de forma segura pela tecnologia. Ora, a taxa de retorno nada tem a ver com o número de pageviews. Para obter 5 de retorno, posso precisar de 100.000.000 de impressões no Hi5, e de 50 impressões numa publicação de nicho. Então podemos, em consciência, fazer tabelas de publicidade assentes na quantidade de impressões e de IPs?

Não vou alongar-me mais -- penso que decorre das minhas palavras a minha ideia sobre a necessidade do IAB: um organismo que ajude o mercado a perceber onde se mexe, o que mudou, que transmita confiança nos números e não corramos o risco de ficar sujeitos ao discurso, ou visão, de um único player, ou de um cartel deles.

Como não nasci ontem, temo bem que isso possa acontecer MESMO com o IAB.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>neonex, a questão não é a fiabilidade. É a percepção do que estamos a medir versus a qualidade/importância do que estamos a medir.</p>
<p>E aí, o problema na web é o mesmo, para não dizer que é bastante mais complexo, que o do outros meios.</p>
<p>Na tv medimos televisores ligados e imaginamos que em função do agregado familiar xis pessoas estratificadas estarão a conceder à tv a sua atenção.</p>
<p>No papel medimos o número de compradores e multiplicamos por uma média, que resulta de inquéritos, para dizer ao anunciante que aquele título tem xis leitores.</p>
<p>Na web temos o pageview e o unique visitor, que nos dizem que tantas páginas foram enviadas para tantos IPs.</p>
<p>Resumindo, em televisão extrapolamos um número de televisores ligados, no papel extrapolamos uma média de leitores por exemplar, na web contamos o número de impressões que o servidor entrega a um IP único.</p>
<p>Isso é o que efectivamente medimos.</p>
<p>Mas a percepção que temos das medidas é outra.</p>
<p>Na tv julgamos que a medida corresponde a um número de pessoas que na realidade tanto pode estar todo presente como não, que tanto pode ter 100 % da sua atenção no televisor como 0% (sendo que ultimamente tende para zero).</p>
<p>No papel julgamos que aqueles xis leitores leram  todas as notícias de todo o jornal, ou assim o queremos imaginar mesmo sabendo lá no fundo que tal deve ser improvável.</p>
<p>Na web julgamos que a cada IP corresponde 1 pessoa, o que é de uma espantosa incredulidade,  e que cada impressão foi efectivamente consumida pelos olhos ávidos do leitor.</p>
<p>Nunca vi um único &#8220;publisher&#8221; dizer para o mercado que não senhor, as páginas não são todas recebidas da mesma forma, ou com o mesmo valor.</p>
<p>Só muito recentemente vimos a separação entre search e display. Quanto faltará para estratificar o display entre, por exemplo e muito por alto, página de notícia e página de social media? Ou você acredita que a atenção do caramelo que se liga no Hi5 para ver as gajas vale o mesmo que a atenção do caramelo que foi ler as notícias ao DN?</p>
<p>Medir o pageview e o unique é ainda mais redutor (e básico) do que medir o telespectador ou o leitor de jornais.</p>
<p>É evidente que estes modelos de medida são incipientes e inadequados.</p>
<p>É por isso que se procuram outras formas de medir a efectividade de um anúncio, como a sua taxa de retorno. Esta, sim, foi tornada mensurável de forma segura pela tecnologia. Ora, a taxa de retorno nada tem a ver com o número de pageviews. Para obter 5 de retorno, posso precisar de 100.000.000 de impressões no Hi5, e de 50 impressões numa publicação de nicho. Então podemos, em consciência, fazer tabelas de publicidade assentes na quantidade de impressões e de IPs?</p>
<p>Não vou alongar-me mais &#8212; penso que decorre das minhas palavras a minha ideia sobre a necessidade do IAB: um organismo que ajude o mercado a perceber onde se mexe, o que mudou, que transmita confiança nos números e não corramos o risco de ficar sujeitos ao discurso, ou visão, de um único player, ou de um cartel deles.</p>
<p>Como não nasci ontem, temo bem que isso possa acontecer MESMO com o IAB.</p>
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		<title>Por: neonex</title>
		<link>http://cibertransistor.com/2008/10/17/o-jose-socrates-o-magalhaes-e-o-iab-portugal/comment-page-1/#comment-47</link>
		<dc:creator><![CDATA[neonex]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 21:15:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Oh Paulo Querido, agora fiquei curioso com o que querias dizer com «Mas as métricas web, ui, isso é assunto que tem muito que se lhe diga.»?

Não acreditas nas métricas web? Pelo menos serão bem mais fiáveis que qualquer métrica de tiragens de jornais ou audiências de tv, não?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oh Paulo Querido, agora fiquei curioso com o que querias dizer com «Mas as métricas web, ui, isso é assunto que tem muito que se lhe diga.»?</p>
<p>Não acreditas nas métricas web? Pelo menos serão bem mais fiáveis que qualquer métrica de tiragens de jornais ou audiências de tv, não?</p>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Querido]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 15:08:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro Mário Alcântara, é um facto que lidamos com números irreais.  O IAB é um passo no sentido da normalização, não tenho grandes dúvidas (e por isso fui lá meter o nariz). Mas as métricas web, ui, isso é assunto que tem muito que se lhe diga.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Mário Alcântara, é um facto que lidamos com números irreais.  O IAB é um passo no sentido da normalização, não tenho grandes dúvidas (e por isso fui lá meter o nariz). Mas as métricas web, ui, isso é assunto que tem muito que se lhe diga.</p>
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	<item>
		<title>Por: Mário Alcântara</title>
		<link>http://cibertransistor.com/2008/10/17/o-jose-socrates-o-magalhaes-e-o-iab-portugal/comment-page-1/#comment-45</link>
		<dc:creator><![CDATA[Mário Alcântara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 11:35:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como participante activo nos tempos do IWP, não posso deixar de comentar que deparamo-nos com uma antítise curiosa - muito se evoluiu (a minha filha com 5 anos já copia o endereço do site do Nickelodeon e insere no browser para ir jogar online; o meu pai com 73 anos usa a wikipedia e finalmente largou o seu &#039;tira teimas&#039; de 1940), mas muito se manteve na mesma. Os principais desafios face a métricas, regras de mercados e de facto sentarmo-nos, todos às mesma mesa, para dar rumo ao futuro não alterou. Mais curioso ainda,  é que quando olhamos para conceitos que se defendiam no tempo do IWP ainda hoje são válidos, e muitos ainda difíceis de defender pois continuam mal sustentados em números reais.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como participante activo nos tempos do IWP, não posso deixar de comentar que deparamo-nos com uma antítise curiosa &#8211; muito se evoluiu (a minha filha com 5 anos já copia o endereço do site do Nickelodeon e insere no browser para ir jogar online; o meu pai com 73 anos usa a wikipedia e finalmente largou o seu &#8216;tira teimas&#8217; de 1940), mas muito se manteve na mesma. Os principais desafios face a métricas, regras de mercados e de facto sentarmo-nos, todos às mesma mesa, para dar rumo ao futuro não alterou. Mais curioso ainda,  é que quando olhamos para conceitos que se defendiam no tempo do IWP ainda hoje são válidos, e muitos ainda difíceis de defender pois continuam mal sustentados em números reais.</p>
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	<item>
		<title>Por: luis</title>
		<link>http://cibertransistor.com/2008/10/17/o-jose-socrates-o-magalhaes-e-o-iab-portugal/comment-page-1/#comment-44</link>
		<dc:creator><![CDATA[luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 11:11:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://cibertransistor.wordpress.com/?p=36#comment-44</guid>
		<description><![CDATA[Ainda me recordo dessa feira e de facto, nunca percebi porque motivo deixou de existir. De facto faz falta uma associação dessa natureza. Quem avança :) ?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda me recordo dessa feira e de facto, nunca percebi porque motivo deixou de existir. De facto faz falta uma associação dessa natureza. Quem avança <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ?</p>
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