Feeds:
Posts
Comentários
No passado dia 31 de Agosto, a Disney anunciou a aquisição da Marvel por 4 biliões de dólares e no comunicado de imprensa que anunciou esta compra, estão claros os motivos e objectivos deste negócio:

- Trata-se da aquisição de mais de cinco mil personagens (entre super-heróis e super-vilões).

- Foco na inovação tecnológica e expansão internacional para garantir aos accionistas crescimento a longo prazo.

Ou seja, um activo único de grande qualidade e com reconhecimento mundial de grande número destas personagens que são inimitáveis e que vão garantir uma enorme vantagem competitiva. Para além disso, permitirão chegar a um segmento de mercado (adolescente e adulto) ainda pouco explorado pela Disney (que tem até agora forte presença no público infanto-juvenil).

Há quem levante dúvidas sobre a fusão das duas culturas destas duas empresas, e sobre os resultados desta fusão a médio e a longo prazo. Mas, a experiência anterior da Disney na compra da Pixar (com uma cultura completamente distinta da “burocrática” Disney), é a garantia de que a Disney saberá gerir activos, áreas de negócio e criatividade/talento.

A Marvel traz uma enorme quantidade de “matéria-prima”, que como se espera, sejam bem trabalhados em multiplataformas (Cinema, TV, Jogos, Internet, Merchandising, etc.) e de forma global. Para além da experiência de fusão bem-sucedida, a Pixar poderá também contribuir com o seu know-how nas histórias dos Super-Heróis da Marvel.
Continuar a ler »

Ao longo dos tempos, a ficção científica tem antecipado realidades futuras. As viagens ao espaço, os submarinos, os tanques de guerra e até a bomba atómica foram criações literárias de Jules Verne (1828 – 1905) e Herbert G. Wells (1866-1946), antes de serem realidade.

Cory Doctorow

Cory Doctorow

Há quem diga que foram os sonhos destes profetas que inspiraram engenheiros e cientistas, mas há também quem tenha outra abordagem como Cory Doctorow, um escritor de ficção científica da actualidade, também activista, jornalista e blogger. Numa recente entrevista, Doctorow não hesita em afirmar que «ficção científica não é sobre o futuro, mas sobre o presente» e assume que as suas histórias «tentam prever os efeitos da tecnologia na sociedade e vice-versa».

“Visões” também que muitas empresas procuram e tentam antecipar.

Hoje, mais do que no passado, a gestão das empresas passa essencialmente por entender a evolução tecnológica e as alterações sociais aplicadas numa matriz complexa, sempre em mutação e com choques permanentes. Muitas organizações já sabem que têm de mudar de rumo, de modelo operacional e de core business. O “como?” e o “para onde?” é que não está claro.

O caso da Nokia é um dos mais interessantes, por ser uma empresa que já demonstrou ter capacidade para este exercício de percepção dos efeitos da tecnologia e adaptação do seu negócio ao longo dos tempos.

Tero Ojanperä, o vice-presidente executivo da Nokia

Tero Ojanperä, o vice-presidente executivo da Nokia

Antes de fabricar telemóveis, a Nokia iniciou a sua actividade em 1865 como produtor de papel, passando depois para a borracha, cabos de telecomunicações, computadores, monitores e televisões. Hoje, a Nokia é uma das empresas que entende o que Cory Doctorow referiu, e prepara-se mais uma vez para antecipar o presente com mais uma mudança de rumo.

Desta vez, o objectivo anunciado por Tero Ojanperä, o vice-presidente executivo da Nokia, em entrevista à Fast Company de Setembro, é «transformar a Nokia na maior empresa de Media e Entretenimento».
MISSIONARY MAN: Stewart in his L.A. studio. As Nokias ambassador to the entertainment world, he wants to create an open-source rival to Apples closed ecosystem. | Photograph by Jill Greenberg

MISSIONARY MAN: Stewart no seu estúdio de L.A.. Como embaixador da Nokia's para o entretenimento, quer criar uma plataforma aberta concorrente do ecosistema fechado da Apple's. | Photograph by Jill Greenberg Fonte: FastCompany

Mas a grande surpresa foi que para fazer esta mudança, contratou como consultor, o músico Dave Stewart (fundador da banda Pop Eurythmics), a quem deu o cargo de “Agente de Mudança”.

Dave Stewart já definiu o caminho: preparar um concorrente em “open-source” à plataforma fechada da Apple e, com isso, mudar a indústria de Media e Entretenimento e, consequentemente, a forma como hoje se coloca no mercado uma música, um filme, um jogo ou informação.

Continuar a ler »

Video da agência Scholz & Friends

As grandes inovações nas TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação têm forçado os Media a grandes alterações de paradigmas na gestão e a movimentos de concentração (horizontal e vertical) nas indústrias das TMT (Tecnologias, Media e Telecomunicações).

Neste cruzamento entre empresas e mercados (TMT), os Media são e vão continuar a ser os “Reis”. A dúvida que existe é se, em caso de aquisição ou fusão com uma empresa de telecomunicações ou de tecnologia, pode ser um “casamento de sonho” ou um “pesadelo”.

AOL-TimeWarner

AOL-TimeWarner

Aquele que foi, até hoje, o maior “casamento” entre Bricks and Clicks (Tijolos e Cliques – indústria tradicional com indústria Tecnológica e Telecomunicações), ocorreu em Janeiro de 2000, com a compra e fusão entre a AOL (America On Line) – uma empresa Tecnológica e de Telecomunicações (ISP – Internet Service Provider) – e o gigante dos Media a Time Warner (CNN, Sports Ilustrated, WarnerBros, etc.), da qual resultou a empresa AOL-TimeWarner.

No passado mês de Maio (nove anos depois da fusão), foi anunciado o spin-off da AOL, justificado pela actividade da AOL (maioritariamente a gestão de sites e a publicidade on-line) estar a prejudicar os resultados e a performance da cotação das acções.

Várias circunstâncias contribuíram para esta “desagregação”: a “bolha da Internet” (em 2000), o aparecimento de novos players e a crise que hoje vivemos, forçando as empresas a focar-se em algumas áreas de negócio (separando ou vendendo parte das suas operações).

Continuar a ler »

No início da Internet fizeram-se muitas previsões sobre o impacto que esta viria a ter na sociedade. À medida que as previsões passavam a ser realidade, foram surgindo várias denominações para o que estava a acontecer e para o que se previa, como por exemplo: “Revolução das comunicações”, “Auto-estrada da informação”, “Revolução da Informação” e “Revolução Digital”. O que poucos conseguiram prever, é que desta vez não estamos a entrar num novo ciclo, mas sim a iniciar uma nova Era, a Era Digital.

Nicholas Negroponte

Nicholas Negroponte


Nicholas Negroponte
, fundador do Media Lab do Massachusetts Institut of Technology (MIT), um dos primeiros e talvez o mais respeitado dos “visionários”, partilhou as suas ideias sobre o futuro, no livro “Being Digital” (Ser Digital) - Janeiro de 1995. Negroponte explica a base em que assenta toda a revolução digital: a transformação de átomos para bits. Ou seja, a passagem de muitos negócios do físico para o digital e o impacto que terá nas várias indústrias.

Veja o video da apresentaçãoQuatro previsões para o futuro” de Nicholas Negroponte em 1984.

Road Ahead - Bill Gates

Road Ahead - Bill Gates

Seguiu-se o fundador da Microsoft, Bill Gates, outro visionário e um dos maiores impulsionadores desta nova Era, que lançou o livro “The Road Ahead” (Rumo ao Futuro) – Dezembro 1995. O título do primeiro capítulo não podia ser mais claro e mais antecipador: “O início da revolução”.

Alguns anos mais tarde, Chris Anderson, editor da revista Wired, dá continuidade às ideias de Negroponte abordando o impacto económico da passagem de átomos para bits, nos livros “The Long Tail” (Cauda Longa) – 2006 e “Free” (Grátis) – 2009.

Independentemente dos livros que se editaram sobre o tema, desde muito cedo se percebeu que as novas tecnologias iriam provocar grandes alterações socioeconómicas. As visões e previsões sobre o futuro, criaram expectativas de resultados a curto prazo e isso provocou a “Bolha da Internet” (e tecnológicas).
Continuar a ler »

No final do mês passado, a Nielsen divulgou um estudo onde revela que, neste momento, quase um terço dos lares norte americanos possuem DVR – Digital Video Recorder (gravadores digitais de vídeo). Não há dados disponíveis sobre o mercado português, mas não é difícil de adivinhar que ainda estamos longe de chegar a um terço dos lares, como nos EUA.

Ainda assim, é perceptível, o aumento dos alugueres das ZON BOXMEO BOX ou TV BOX do Clix e o aumento de vendas de computadores com Windows Media Center/Vista nos últimos meses.

A cada vez maior utilização destes equipamentos, leva-nos a reflectir sobre os hábitos de consumo de conteúdos de TV em formato broadcast e, consequentemente, no modelo de publicidade em TV.
Uma das conclusões do estudo da Nielsen, é que os DVRs aumentaram o consumo de conteúdos TV/Vídeo pela conveniência de poder decidir o que ver e quando. E com isso, há dois impactos imediatos:
- O fim do prime time (não preciso de estar junto à TV no momento em que está a ser difundido o programa).
- Os blocos publicitários passam a ser vistos em fast forward.

Os equipamentos vão continuar a evoluir e vale a pena perceber as funcionalidades, por exemplo do TIVO e AppleTV, para concluir que a convergência de meios é já uma realidade.

Continuar a ler »

Susan Boyle – uma anónima até quarta-feira.
A sua participação no reality show – Britan´s Got Talent – é o sucesso do momento no YouTube .
Susan Boyle

Clique aqui para ver o Video (YouTube)

Veja também a entrevista de Susan Boyle ao programa “The Early Show” da CBS – Clique Aqui

Melhorar a eficácia e os resultados das empresas no momento de incerteza que vivemos, foi um dos temas abordados por Ram Charan, considerado um dos gurus da gestão actual, numa breve passagem por Lisboa, para participar numa conferência promovida pela Jason Associates e pelo Barclays.
Uma das medidas que Charan apontou como essencial, foi a necessidade de reforçar o factor inovação nas empresas. Este é também o tema que aborda no capítulo 6 do seu mais recente livro – “Leadership In The Era Of Economic Incertainity“.

Poucos dias depois, mais uma passagem em Lisboa, desta vez de David Plouffe, o director de campanha de Barack Obama. Numa conferência realizada na Universidade Católica e promovida pela agência de comunicação Cunha Vaz, Plouffe falou dos factores que levaram à eleição do novo presidente dos Estados Unidos.
Teria valido a pena juntar as duas conferências, pois muitas das recomendações que Ram Charan deixou aos gestores portugueses, são facilmente identificadas na estratégia de campanha de Barack Obama (perfil no Linkedin), com especial foco na inovação que foi o factor diferenciador da estratégia eleitoral.
Os novos modelos de gestão referidos por Ram Charan, não são mais do que o caso prático, aplicado à política,  que David Plouffe apresentou.

Por coincidência, ou talvez não, a revista Fast Company do mês de Março tem como destaque as 50 empresas mais inovadoras, e o primeiro lugar foi atríbuido à “Equipa Obama” que foi avaliada como uma “start up” com início de actividade em Fevereiro de 2007, quando Obama oficializou a sua candidatura e lançou o site de rede social MyBO – MyBarackObama.com.

Desde o seu lançamento, registaram-se mais de 2 milhões de utilizadores, criaram-se 35 mil grupos de voluntários, planearam-se e divulgaram-se 200 mil eventos. A “Equipa Obama” apostou na tecnologia para comunicar com os eleitores pela rapidez e eficácia que o meio permite a baixos custos.

Continuar a ler »

Não há dúvidas que para se fazer uma boa pizza, necessitamos de bons ingredientes, de uma boa receita e de um bom cozinheiro. E quanto mais coisas boas tivermos, melhor será o resultado final.
Na internet não é diferente. Para se fazer uma boa campanha, necessitamos de bons conteúdos, de bons utilizadores/leitores e de um bom plano de media. E quanto mais coisas boas tivermos, melhor será o resultado final.
Afinal que mais coisas podemos ter?
Basta espreitar algumas práticas de outros mercados, onde o investimento em publicidade online têm quotas do mercado total de publicidade de dois digitos e onde a eficácia da comunicação está cada vez mais refinada (com estudos que comprovam o aumento da notoriedade das marcas que investem online e que relatam o aumento efectivo das vendas).
Como bons chefes de cozinha, os meios têm sem dúvida um grande papel a desempenhar no desenvolvimento de receitas vencedoras, mas vamos por partes. Primeiro o recipiente, ou seja o servidor de publicidade (AdServer), é importante que se tire o máximo partido das suas potencialidades, e cabe aos meios e às suas equipas comerciais a tarefa de divulgá-las ao mercado.

Continuar a ler »

A partir de Março a Controlinveste passa a ser a representante comercial exclusiva em Portugal da CBS Interactive, um dos maiores players internacionais de media, com forte presença online. 
Esta parceria permite aos anunciantes nacionais a possibilidade de divulgarem facilmente os seus produtos e serviços de forma direccionada e segmentada para o mercado português, nos sites de um dos maiores grupos de comunicação do mundo, que já é muito consultado por utilizadores portugueses.

A CBS Interactive é detentora de marcas como: CBS NEWS (na área de informação); GAMESPOT (jogos); LASTFM.PT (música); TV.COM e CBS.COM (TV); CNETZDNETBNET eTECH REPUBLIC (na área de tecnologia e negócios), dentre outras, que reflectem a sua riqueza de conteúdos e asseguram aos seus anunciantes, elevados graus de audiência e segmentação para a sua comunicação. (…)

Veja o video de apresentação da CBS Interactive e faça o download da apresentação no site da Controlinveste – clique aqui 

A Reportagem TSF viaja pelo mundo virtual do Second Life. Trata-se de um espaço na Internet, onde é possível comunicar, concretizar alguns sonhos e até fazer negócios. Entrevistámos o “pai” do projecto, Philip Rosedale, e seguimos viagem por diversas “ilhas” onde há cada vez mais portugueses.

“A Segunda Pele” é uma grande reportagem de Ricardo Oliveira Duarte com sonoplastia de Herlander Rui.
Para ver e ouvir clique aqui

tsf-secondlife

O boom das dot-com, é muitas vezes comparada com a “Corrida ao Ouro”. Mas, para Jeff Bezos fundador e CEO da Amazon.com diz que está mais próxima da indústria da electricidade.

Há imagens que guardamos para sempre na nossa memória e, nos últimos meses, tenho recordado com frequência a minha primeira aula de Economia com o Professor João César das Neves, que depois das devidas apresentações, projectou um acetato com um gráfico da evolução económica ao longo dos anos explicando os ciclos económicos e as crises que pontuaram a História.

A crise que hoje vivemos tem contornos diferentes das anteriores e coloca-nos perante novos desafios a nível de políticas macro-económicas, regulação e de gestão nas empresas.

Como sempre, nestas situações, chegou o momento de agir com frieza, coragem e responsabilidade, mas antes, há que repensar com urgência os modelos de negócios.

As palavras sinergia e reestruturação, que muitas vezes se repetem dentro das organizações têm urgentemente que deixar de ser palavras para ser acções, com a consciência de que são uma necessidade vital para garantir a eficácia nas operações e a sua rentabilidade.

Continuar a ler »

Hoje em dia, praticamente todos os negócios são digitais.

A digitalização foi e ainda é, para algumas organizações, o maior desafio do ponto de vista de gestão da mudança. Umas foram pioneiras, outras apanharam o comboio e outras resistiram até não poder mais (e leia-se que não podem). Mas todas acabaram por render-se ao Chip, às Redes, à Base de Dados, ao Data Center, ao Comércio Electrónico e à Publicidade online.
A era da digitalização abriu novos horizontes, mas também mudou muitos paradigmas dos modelos de negócio em praticamente todas as indústrias. Das mais pequenas às maiores empresas, a obrigatoriedade de uma redefinição dos modelos económicos e de gestão, revelou-se mesmo um factor determinante para os bons resultados.
Veja-se o caso da gigantesca Kodak, que teve de abandonar o modelo que seguia há anos, para se adaptar à fotografia digital. Mas se para a indústria da fotografia esta mudança já está numa fase avançada, na indústria dos media parece ainda estar no início, vivendo-se, neste momento, o receio da “canibalização”, o que na minha opinião é infundado.
Acredito que não há que ter receios, pois os media tradicionais são os que têm mais capacidade e potencial para vencer. Por um lado, a Internet abriu o apetite para o consumo de conteúdos nos mais variados targets, trazendo mais e novos leitores, espectadores, utilizadores, etc. Por outro, o nosso mercado passou a ser o mundo.
Continuar a ler »

iblik-revo

Para todos os cibernautas radiodependentes sugiro este
“Gadget” – REVO (iBlik)

Um rádio FM, DAB, Wi-Fi (que permite sintonizar rádios que emitem na Internet) e Docking para iPod.

A sicronização das rádios on line, é feita a partir do directório de rádios WiFiRadio Frontier.

Mensagens Antigas »